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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Do Outro Lado

Autor: Joey Spooky Rose


Do Outro Lado


Que tal correr na floresta, subir nas árvores e brincar de carrinhos em miniatura?
Que tal sorrir, almoçar e jantar ao lado de minha família?
Pai e mãe e minha irmãzinha mais nova. Loira de cabelos lisos até a cintura, olhos azuis e pele branca como a neve. Meu pai robusto, dedicado e de voz firme, o homem da casa. Minha mãe, uma mulher de quarenta e cinco anos, linda, vaidosa, simpática e dona de casa. Ela aparentava ter ainda os seus vinte anos de idade.

Que tal olhar para as pessoas e fazer novas amizades?
Mas eu não posso. Talvez eu seja um monstro. Um perigo para mim mesmo.
Morto aos sete anos de idade, quando meu pai começou a me bater por rejeitar a ser um advogado. Por rejeitar sua própria religião, que o torna tão patético e fraco.
Morto por uma mãe que não dava a mínima para os seus filhos. Morto por uma irmã que seguia suas regras e ria de mim, sempre que eu apanhava. Ou sempre que eu era obrigado a ir para aquele terrível lugar, onde pessoas oravam por um Deus que brincava com suas formigas. Um Deus que brincava de Deus. O psicótico tão aclamado. O assassino em série que para todos não era um perturbado. 

Que tal brincar de matar? Brincar de nadar nos rios de sangue que saiam de minha mais nova cicatriz.
Que tal?
Ah sim...
Eu me esqueci de me apresentar. Eu sou Roberto e tenho dezesseis anos de idade. Nascido em Sorocaba, interior de São Paulo. Uma cidade não muito pequena, que agora fedia a medo e a obsessão. O medo deles era realmente perturbador. A minha obsessão era a minha glória. A minha vitória.
Que tal me declarar um santo? Ter a minha imagem no altar, “Roberto, o santo crucificado por sua própria espécie.”.
Ah sim... Eu os matei. E faria novamente.
Ver minha irmã mais nova gritando desesperada ao ver a garganta de minha mãe cortada. Ela também gritou ao ver o crânio de meu pai esmagado, sujando meus sapatos. Olha só! Eu já ia me esquecendo. Meu cachorro, o matei a facadas quando ele tentou proteger minha família de seu próprio inferno. Estavam ali, as cinco facadas. Uma delas em seu peito, ainda sangrando com a faca afincada.
“Chegou a sua hora” falei para mim mesmo quando vi minha irmã chorando, gritando. Os gritos pararam. Meu rosto agora, manchado por seu sangue. Seu rosto cortado. Sua garganta dilacerada. Um sorriso em meu rosto...
Todos ficaram assustados por me ver retirando os corpos para fora de minha casa. Enterrei meu pai e o cachorro e antes que pudesse enterrar minha irmã e minha mãe, a polícia chegou.
As luzes iluminando a noite escura e fria...
-Mãos para o alto!
Como se eu me importasse por eles estarem ali. Saquei logo a pistola que meu pai guardava em casa. Ah sim, ele era policial aposentado.
Alvejado por tiros que vinham de todos os lugares, ali estava eu. Preso em meu próprio corpo, cuspindo sangue e sorrindo para o primeiro policial que apareceu ali para ver se eu estava realmente morto. Minha única visão antes de morrer?
Minha irmã e minha mãe, lado a lado, mortas. Meu sorriso. Minha morte.

Mas agora eu preciso ir. É chegada a hora. Meu nascimento. Meu tormento. Quem me dera saber que tudo isso vai acontecer...
Eu preciso ir. É chegada a hora.


-Roberto.


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