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domingo, 25 de janeiro de 2015

Paralisia do Sono

Paralisia do sono. Pessoas que acordam com figuras ameaçadoras em seus quartos ou alucinações do sono?



Pesquisadores tentam compreender as razões pelas quais algumas pessoas sofrem de um evento chamado “paralisia do sono”. Geralmente, trata-se de uma experiência ruim, pela qual ao menos 40% das pessoas já passaram uma vez na vida. De acordo com os estudiosos, a paralisia do sono acontece durante a fase do sono conhecida como movimento rápido dos olhos (da sigla em inglês REM). Nesta situação, a pessoa acorda e vê uma figura ameaçadora em seu quarto ou tem a sensação de que o seu peito está sendo pressionado.
"A paralisia do sono pode ser uma experiência muito assustadora para algumas pessoas, e uma clara compreensão do que realmente faz com que isso aconteça teria grandes implicações para quem sofre com isso", disse Baland Jalal, neurocientista da Universidade da Califórnia, em San Diego.
Uma possível explicação para a paralisia do sono poderia ser a de que a alucinação é a maneira do cérebro se “defender” de uma suposta confusão entre alguma “ordem” disparada para que o corpo se mova durante o sono, no momento em que não há reação alguma dos músculos, que estão paralisados temporariamente. Desta forma, especulam os pesquisadores, o cérebro poderia fazer uma projeção do "eu", que seria uma espécie de alucinação. Esta hipótese foi publicada recentemente por Jalal e seu colega Vilayanur Ramachandran, na revista Medical Hypotheses.
Esta ideia, embora intrigante, seria muito difícil de testar, segundo os estudiosos. No entanto, os pesquisadores analisaram se diferença e crenças culturais poderiam interferir no tipo de paralisia do sono sofrida pelas pessoas, já que pesquisas anteriores sugere que estes fatores poderiam influenciar na forma como este fenômeno é vivenciado.
Força do sobrenatural
Para tanto, foi escolhido um grupo de pessoas de duas sociedades diferentes: Egito (país de forte tradição religiosa) e Dinamarca (onde há muitos ateus). Eles descobriram que, em comparação com os participantes do estudo na Dinamarca, os egípcios experimentaram a paralisia do sono com mais freqüência e tiveram episódios mais prolongados, acompanhados de maior medo de morrer com a experiência.
A maioria dos participantes dinamarqueses disseram acreditar que a paralisia do sono foi causada por fatores fisiológicos ou forma errada de dormir, enquanto que os egípcios eram mais propensos a acreditar que a paralisia do sono é causada pelo sobrenatural.
Jalal e seus colegas concluíram que as pessoas com tais crenças sobrenaturais tendem a experimentar mais medo durante a paralisia do sono, bem como mais episódios. É até possível que o medo, na verdade, contribua para um aumento nos casos graves de paralisia do sono, e vice-versa, de acordo com Jalal.

Fonte: History
Por: Live Science

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Dama da Noite

Autor: Joey Spooky Rose



DAMA DA NOITE

Seus olhos brilhavam em meio à escuridão. Sua voz era doce e mansa, seu toque macio, suave...
Seus cabelos esvoaçavam com o sopro gelado do vento que soprava canções de réquiem.
Notei a breve presença da pobre criatura de chifres tortos, de pelagem negra e olhos vermelho fogo. Ela sorrira com seus dentes pontudos e afiados.
O doce aroma da Dama da Noite acalmava meu coração.

Nada a se dizer perante a divindade
Um Deus sem maldade.
Um Deus de vaidade. Amor e castidade.
A imagem fria, congelada, paralisada
A noite fria, gelada
A peste, a criança congelada.
Olhos negros em preto fosco
O sorriso afiado de presas sangrentas
O pulso firme de um coração gelado...

Aonde me encontrei na noite passada?
Eu sonhava... Eu sonhava...
Eu pensava: Talvez um dia eu esteja presente.
Presente sobre a lama
Os penhascos de meu coração
Minha oração, minha canção...
Minha dama...

A Dama da Noite
Aquela que cantara canções de amor e afeto
Seu toque...
Sua alma...
Sua pele branca como a neve
Quente como vulcão...
O vulcão do desespero
O vulcão do anseio...  Do desejo...

A ti, ó minha Dama da Noite, as minhas mais belas canções
Vindas de diversos corações...
Vários corpos estirados em olhar fixo.
O chão gelado...
As paredes de argila

O sufoco da poesia.

Gala Nocturna


Gala Nocturna


Gala Nocturna




Encontro Vitoriano #04


Encontro Vitoriano #03


Local desconhecido.

Gala Nocturna


Encontro Vitoriano #02


Local desconhecido.

Encontro Vitoriano


Local desconhecido.

O que é Gala Nocturna?


Gala Nocturna é um evento onde pessoas fantasiadas se reúnem, organizado pelo artista Ielegems Viona e seu parceiro Dirk Von Heinrichshorst.
Até 2014 o evento foi organizado em Antuérpia, na Bélgica e é considerado um dos eventos de fantasias mais belos da Europa. Gala Nocturna recebe os visitantes que compartilham uma paixão por trajes históricos e fantasia, assim como danças históricas. Ainda crescendo a cada ano, o evento já atrai mais de 600 visitantes de toda a Europa.

O evento é oferecido uma noite para recordar, a chance de conhecer um mundo de conto de fadas que você nunca pensou que existia.

As portas abrem às 20:00 e o evento começa em torno de 20:30 com uma aula de dança histórica, liderada por um professor de dança histórica mundialmente conhecido. Lá, você poderá aprender a dançar graciosamente, como um homem ou uma mulher nobre. Não existe experiência necessária, as danças são relativamente simples e todos podem aprender.
Depois da aula de dança, o DJ faz com que você viaje através da noite na música romântica, mágica e escura.
Durante a noite, você é surpreendido por uma variedade de caminhadas, atos e performances. O evento normalmente pode terminar em torno das 03:00.


Então se você gosta de antiguidades e principalmente da época Vitoriana, com toda a certeza vai amar estudar mais sobre os eventos de Gala Nocturna.
Você poderá ver mais fotos através da aba "Fotos" ou pela aba "Gala Nocturna"

Gala Nocturna


Gala Nocturna


Gala Nocturna


Casa Vitoriana


domingo, 4 de janeiro de 2015

Ribeira 97

Ribeira 97


Prefácio

Dedico também esta obra -especialmente- para uma jovem e doce criança que tive o prazer imenso de conhecer: Anubia. 
Se o nome dela estiver errado, peço desculpas.
Anubia é uma doce criança que chegou toda tímida e mesmo assim queria ouvir uma história de terror contada por mim. Não tive a chance de contar pessoalmente, pois não tivemos um bom momento para isso. Então quero dedicar este conto para ela também. 
Talvez o conto seja um pouco inapropriado para uma criança, mas pelo o que conheci, ela tem uma coragem incrível e dirá a frase que ela havia dito: "Só isso?".

Anubia, minha querida e doce criança, quero dedicar esta obra especialmente para você! Você é uma menina incrível e muito doce. Que Deus ilumine a todos vocês! Que o seu futuro seja brilhante e que você continue sempre sendo essa doce criança. Além de muito fofa, você é linda e muito inteligente. Deus ilumine você e toda a sua família!

Muito obrigado pelo carinho!

E a você Letícia Cristina, eu te amo mais do que tudo e quero também agradecer por estes dias maravilhosos que tivemos!
Um grandioso abraço para o povo de Ribeira e região! Cidade maravilhosa! Lugar maravilhoso! Estarei novamente aí em breve!
Obrigado a todos!
E esta série continua!



Ribeira 97

Curitiba – Brasil - 1997

O Ford 97 estava sintonizado com o rádio, onde o locutor estava contando sobre algumas lendas urbanas. O sorriso no rosto daquele homem de quarenta anos não era pelo fato de ele acreditar ou gostar. Ele não acreditava. Mas também não gostava de ouvir histórias como aquelas.
O locutor parecia animado contando sobre a mulher de branco, a imagem cinza, carros que desapareciam, entre outros contos locais.
-Ana e seu namorado estavam indo para Ribeira. Havia muitas curvas na estrada, as montanhas cercava a paisagem que de um lado cruzava-se um rio. E foi em uma das viradas em que se deparou com uma sequência de animais mortos na estrada. Era possível passar com o carro sem passar por cima dos corpos, mas Ana sentiu medo de continuar. Pensou em voltar, mas seu namorado insistiu para que continuassem o trajeto. Mas foi naquele momento em que...
Bobagem! -Pensou Jorge, o motorista do Ford 97.
O belo Ford 97 de cor preta acelerava rumo à mesma cidade onde o locutor relatava as histórias. Jorge tinha quarenta anos de idade, de barba rala e corpo robusto, ele ria enquanto sentia certo medo tentar dominar seu coração.
Bobagem! São apenas bobagens!
O Ford 97 acelerava chegando a quase cem de velocidade. O céu começava a escurecer e a estrada começava a ficar escura quando Jorge decidiu reduzir a velocidade para evitar um acidente. A pista era de duas mãos, uma que ia e outra que voltava. Apenas um carro na pista e os matos e árvores impediam a visão de um carro que poderia virar a qualquer instante.
Jorge em algumas vezes desviava dos buracos que havia nas estradas, chegando a fazer zig zag pela estrada.
Jorge então reduziu a velocidade, abaixou sua cabeça para mudar a estação de rádio e quando levantou sua cabeça, freou bruscamente para evitar atropelar um cachorro preto gigantesco.
-MAS QUE DROGA! –Disse Jorge enquanto jogava seu carro na direção oposta do animal.
O cachorro era pouco maior que um Labrador, o que fizera Jorge pensar ser um lobo ou algum outro animal selvagem. Seu coração estava disparado pelo susto. Na rádio tocava Elton John e Jorge apreciava a música Candle in the Wind enquanto se recompunha do susto.
Olhou pelo retrovisor. O animal já não estava ali.

Continuou a dirigir enquanto cantava a canção que tocava na rádio, até que fora interrompido pelo locutor:
-E aos motoristas de plantão, quero agradecer pela audiência e pelo carinho! Quero aproveitar para dizer a vocês –continuou a falar enquanto a música tocava suavemente- para que tenham muito cuidado nas estradas; Segundo a previsão do tempo em Curitiba, teremos uma forte chuva, então muito cuidado e atenção nas estradas! Uma ótima viagem, vamos continuar a ouvir sir Elton John!
Jorge se inclinou um pouco para frente para ver as nuvens negras que pairavam. No horizonte, ao norte, relâmpagos iluminavam o céu.
Aproximadamente oito horas da noite as montanhas já haviam sumido, a estrada sem iluminação dava a escuridão ao redor do carro. No caminho de trás não se via nada e no caminho por onde o carro Ford 97 seguia apenas a iluminação do farol, mas ao longe somente a escuridão.
Jorge reduziu a velocidade para oitenta e ficou atento na estrada.
Alguns minutos depois o locutor havia feito uma pequena conversa com um dos ouvintes, onde o ouvinte pediu para tocar rock clássico, com a banda Ac Dc, música Back in Black.
Ouvindo um dos maiores clássicos do Rock’n Roll, Jorge se animou e seu medo pelas histórias que ouviu havia sumido. Sentia os pelos do seu braço se arrepiarem enquanto gritava com a voz aguda, tentando cantar como o vocalista da banda.
-Hey! Hey! Hey! Hey! Back in Black…
Notou então ao longe uma pessoa parada. Vestido branco e cabelos negros. Uma mulher. Talvez uma moça. Era o que parecia.
Diminuiu a velocidade. Não pare o carro. É perigoso. Lembre-se, mesmo sendo uma moça, pode haver perigo. Não pare... –Pensou.
Parou seu carro um pouco antes de se aproximar da moça. A chuva havia começado com força. Os dois olharam para cima encarando o céu negro. Jorge então abriu a janela do carro e colocou sua cabeça para fora. O barulho da água caindo sobre as folhas era quase ensurdecedor. Jorge precisou gritar para que ela ouvisse.
-Você está bem? O que faz parada aqui?
Nenhuma resposta.
-VOCÊ ESTÁ BEM? O QUE FAZ PARADA AQUI? PRECISA DE AJUDA?
Ela assentiu com a cabeça. Esticou seu braço direito em direção ao carro.
Jorge então desceu do carro, caminhou com cautela para perto da moça.
-Você está bem? –Disse ele em tom normal, sem precisar gritar.
-Eu preciso de uma carona.
A moça parecia ter por volta de trinta e cinco anos, corpo magro e de uma beleza única.
-Para onde você vai?
Ela apontou com o dedo para o caminho que Jorge estava fazendo.
-Você vai para Apiaí? Para onde você vai moça? Eu preciso saber para te levar!
-Ribeira... –Respondeu ela seguido de uma tosse.
-Mas porque você está parada no meio da noite aqui, nesta escuridão?
-Eu preciso de carona, será que você poderia me ajudar a chegar até Ribeira ou perto de lá?
-Sim. Entre no carro. Estou indo para Apiaí, mas posso te deixar em Ribeira, é perto.
Quando eles entraram no carro, a rádio tocava Iron Man, da banda Black Sabbath. Jorge diminuiu o volume e acelerou o carro.
-Como é o seu nome?
A moça estava paralisada, parecia uma estátua endurecida sentada no banco. Olhando fixo para a estrada, respondeu com uma voz baixa:
-Pandora
-Pandora? Seu nome é diferente...
Ela continuava olhando fixo para a estrada.
-Meu nome é Jorge. Jorge Santos. O que você fazia parada na estrada em meio a essa escuridão?
O rádio então começou a perder sinal, chiava enquanto a música da banda tocava ao contrário. Jorge pensou que o sinal de Curitiba estava se perdendo. Na estrada não havia sinal nem de celular.
A moça então virou sua cabeça na direção oposta de Jorge, dando a volta por trás do corpo com a cabeça, a moça parou olhando na direção de Jorge. Ele sentiu seu coração parar. Seu corpo paralisou e Jorge começou a ter sintomas de parada cardíaca.
-EU PRECISO VOLTAR PARA CASA. ESTIVE AQUI ESTE TEMPO TODO. POR TODOS ESTES ANOS. EU PRECISO VOLTAR PARA CASA. EU PRECISO VOLTAR PARA CASA.
Jorge sentia uma dor muito forte no peito, tentava respirar mas tinha dificuldade. Jorge encarava os olhos brancos da moça enquanto sentia um pavor que nunca havia sentido antes. A voz da moça era como a voz de várias pessoas falando ao mesmo tempo. Seu rosto estava diabolicamente tenebroso.
Jorge então olhou para a estrada quando ouviu o choro de duas crianças. Quando olhou para a pista iluminada pelo farol do carro, notou vários corpos de crianças. Umas estavam com a barriga aberta, outras com os olhos brancos e espuma na boca e outras com a cabeça do lado do corpo.
O carro perdeu o controle e caiu na ribanceira.
O corpo nunca mais foi visto.



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