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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Não olhe para trás

NÃO OLHE PARA TRÁS









Comecei o meu empreendimento ainda quando eu tinha dezessete anos de idade quando eu publicava em meu site alguns assuntos sobrenaturais. Devo dizer que eu sempre fui fascinado por tudo o que envolvesse o sobrenatural: histórias de fantasmas, casas amaldiçoadas, assassinatos misteriosos, abduções, entre muitas outras pesquisas das quais eu fiz por todos estes tanos.
Tornei-me um escritor logo aos vinte anos de idade, tendo dois livros publicados. De certo, eu nunca pudera imaginar que eu me sentaria nesta escrivaninha bagunçada para escrever livros. Papai me via como um grande engenheiro e mamãe como um grande médico ou advogado, mas eu, sempre me vi como um grande fazedor de nada.
Dissera certa vez, que a escrita era um ramo vagabundo e sem reconhecimento. Papai nunca gostara dos artistas, diziam que eram loucos solitários e vagabundos bêbados. De fato ele não estava tão errado. Os artistas realmente eram loucos solitários, vivenciam o amor perdido, a dor do sofrimento por sua amada que se foi aos braços de outro homem e com o tempo se tornaram grandes poetas bêbados. E não existe nada de errado nisso. Na verdade, creio eu, que a excênssia do Homem é pro si só o sofrimento. É ali que ele cresce e aprende.
Quando lancei o meu primeiro livro com aproximadamente cinquenta contos de horror de minha autoria, papai havia sido tão negativo que eu quase acreditei que não venderia sequer uma obra. É claro que, eu não me tornei escritor pelo dinheiro. Como eu disse, eu desde pequeno já gostava de terror e suspense, assustos que faziam as pessoas sentirem os dedos dos pés frios como a neve. Não existe nada mais gostoso do que causar pavor nas pessoas. E certamente elas pensam da mesma forma.
Mamãe por sua vez sempre apoiou meu trabalho, embora não fosse exatamente o que ela vira para mim.

No dia vinte e oito de dezembro eu vivenciei algo notoriamente perturbador.
Recebi algumas informações de meus leitores sobre uma casa abandonada a qual muitos diziam que realmente podia-se ouvir murmurios vindo lá de dentro.
A casa era grande, quase uma mansão por assim dizer. Em volta, os muros de tijolos eram abraçados pro completo pelas trepadeiras que cresciam sem limites. Entre o emaranhado dos galhos e as folhas da trepadeira haviam algumas aranhas que causavam-me pavor só de pensar. Havia um portão de ferro enferrujado que ao abrir rangia como o gemido de uma virgem em prazer. Parei meu carro próximo do casarão e desci de a pé com dois amigos meus que me acompanhavam no meu trabalho de meu site. Cristina e Jeff.
Quando chegamos naquele lugar pavoroso, o relógio indicava duas horas da manhã enquanto o frio se tornava mais insuportável.
-É aqui? -Perguntou Anna com desdém quando chegamos.
-Se não for aqui, não sei onde poderia ser. Olhe para este lugar. -Respondeu Jeff esticando seu braço direito em direção à casa.
Certamente aquele fora o primeiro lugar pelo qual eu não gostaria de estar. A história que pesquisei sobre aquele lugar era realmente uma história perturbadora.

Há muitos anos atrás vivia nesta casa uma família rica. A família Monford.
A história da família era bem interessante e creio eu que poderei resumir em poucas palavras: os antepassados que viveram na mesma casa eram donos de escravos que trabalhavam duro na plantação e nos cuidados da família. Certa vez, os escravos cansados de tantas mortes e crueldade, passaram a se revoltar contra a família. Um dos escravos conseguiu invadir a casa enquanto seus patrões estariam em uma reunião e lá, roubou uma documentação que relatava rituais sombrios de bruxaria. Poucos meses depois a casa fora incendiada com a família dentro, que gritavam enquanto tentavam sair da casa que estava trancada.
Muitos anos depois a história da família veio sendo apagada, afinal, uma história tão cruel e doentia não poderia continuar conforme o tempo veio se modernisando.
Passaram a morar ali os filhos dos filhos, dos filhos. E uma nova geração viera crescendo. A maior causa de mistério e repúdio sobre esta nova parte da família era o fato de que reuniões aconteciam naquela casa. Reuniões que muitos diziam que o próprio diabo participara: orgias, sacrifícios e rituais satânicos ocorriam dentro de uma das grandes salas daquele casarão.
Não preciso dizer que novamente essa parte sombria da família fora se apagando com o tempo, não é mesmo?
No ano de 2001 houve outra história macabra para aquela família que parecia pertencer ao diabo. Havia um jovem de vinte e quatro anos que conhecera uma linda jovem pela qual ele ficara apaixonado. Viveram juntos por anos até ele descobrir que ela o havia traído.
Não olhe pra trás. -Dizia ele.
De fato não sei como relatar essa parte bizarra da história, mas tentarei de forma mais simples.
O jovem havia enlouquecido conforme os meses foram se passando. Dizia ele ter visto diversos vultos pela casa, grunhidos e cheiros de cadáveres. Um cheiro tão repugnante que o fizera vomitar quase todas as vezes em que o sentia. Seus pais suspeitavam que ele estaria adoecendo devido ao seu estado emocional abalado e o fez ir para diversas consultas, com diversos médicos, mas todos eles diziam que a saúde do jovem estara em perfeito estado.
Na noite do dia treze, Biatrice a mãe do garoto, havia ouvido barulhos estranhos como se cachorros andassem pelo assoalhado da casa. Deitada em sua cama coberta por um lençol de pano fino enquanto lia seu livro, Biatrice sentiu-se no dever de procurar saber o que estara acontecendo.
Será que o Bruce entrou em casa de novo? -Pensou.
Bruce era o Rottweiler que guardava o casarão.
Logo o cachorro passou a latir descontroladamente enquanto olhava para cima em direção da janela do quarto do jovem garoto. Biatrice saiu para o lado de fora de sua casa e observou o cachorro latindo sem parar. Logo o pai do garoto se aproximou de Biatrice que estara assustada.
-Meu bem, entre para dentro de casa. Vou subir no quarto de George para ver o que está acontecendo. De todo modo, não é seguro você ficar perambulando aqui fora.
Ao subir no quarto de George, seu pai vira algo que o deixou apavorado: o garoto estava de frente para a janela com os braços esticados para cima enquanto murmurava gemidos roucos perturbadores. Ao notar a presença de alguém no quarto, o garoto elevou sua coluna para trás fazendo os ossos estalar. Colocou seus braços no chao enquanto seu corpo envergava para trás. Seus olhos estavam brancos e luminosos e logo o nariz, a boca e os olhos do garoto começaram a sangrar.
-George! -Dissera seu pai espantado.
-Allen dairen larien Lúcifer. -Disse o garoto com a voz rouca enquanto sorria diabolicamente.
De imediato seu pai tivera um infarto.
Logo sua mãe correu para ver o que estava acontecendo. Poucos segundos antes de chegar ao quarto do garoto, Biatrice ouviu um gemido de cachorro do lado de fora da casa e o silêncio predominou toda a casa. Ao chegar no quarto de George, Biatrice vira seu marido morto estirado ao chão. George estava sentado na beira da cama com as mãos juntas e os dedos entrelaçados enquanto ria diabolicamente olhando para o corpo do pai.
-Não olhe para trás. -Disse o demônio.
Logo sua mãe sangrou pela boca. Segundo os legistas, Biatrie tivera falecido vítima de tuberculose. Embora não usasse tabaco.
Às três horas da manhã do mesmo dia, sua ex namorada que estara na casa do atual namorado, recebera uma ligação.
-Por favor, preciso que você venha em casa. George não está bem. Temo pela vida de meu filho. Ele está muito doente. Por favor, ele gostaria de te ver. -Dizia a voz do outro lado da linha. A voz de Biatrice.
Em mais ou menos duas horas, Celene chegou de moto com o seu atual namorado na casa de George. O portão da casa estara aberto, assim como a porta principal da casa. Eles entraram. O silêncio causava pavor no casal.
-O que está acontecendo Celene?
Logo eles subiram ao quarto de George e viram seus pais mortos. Ela gritou ao ver Biatrice com o rosto manchado de sangue e uma grande poeça em seu corpo.
-MEU DEUS! -Gritou o namorado da jovem ao ver o demônio pulando em seu rosto.
George passou a unhar e a morder o rosto da vítima levando-o ao óbto ao rasgar seu pescoço e beber de teu sangue que jorrava por toda a parede.
Celene gritava imóvel enquanto sentia seu corpo sem ação alguma. George a encarou sorrindo enquanto respirava com muita dificuldade.
-Não olhe para trás.
Disse George antes de quebrar o seu pescoço.

Diante de tantas histórias bizarras, resolvi visitar a casa que havia sido abadonada depois deste caso horrível de George.
Estara tudo escuro e as janelas quebradas só pioravam o que parecia realmente ser uma casa abandonada.
Antes de entrarmos na maldita casa, devo dizer que Celene fora internada em um sanatório e morrera dois anos depois vítima de câncer.
Devo dizer à você leitor, que se for me acompanhar nesta visita íntima ao diabo, por favor:

NÃO OLHE PARA TRÁS.



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Por: Joey Spooky Rose

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