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quinta-feira, 22 de junho de 2017

OS MISTÉRIOS DE MONTLEY (Parte II)

OS MISTÉRIOS DE MONTLEY


Escrito por: Joey Spooky Rose





Sinopse

Dois policiais. Uma lanchonete.
Um posto de gasolina desativado.
Um cheiro fétido, quase insuportável. 
Os policiais se entre olharam... O riso de uma criança.

A escuridão estava faminta.




2. A Lanchonete (Posto desativado - Divisa de Montley com Waster - Cozinha)


A cozinha fedia carne podre e o que parecia ser odor de ferro, ferrugem. Sangue. Sim! Aquele maldito lugar fedia sangue!
No centro, dividindo a grande sala, havia uma estante de ferro retorcida. Nela, panelas e utensílios culinários jogados por toda a parte. De um lado, uma grande pia que tomava toda a parede e nela, pratos, copos, panelas e talheres imundos. Alguns copos e pratos estavam quebrados. Do outro lado havia os fogões, também com panelas velhas que ainda continham vestígio de comida estragada. Os fogões estavam imundos e enferrujados. Tudo aquilo parecia inacreditável. Ainda mais inacreditável quando eles ouviram o que parecia ser o riso de uma criança.
Uma silhueta de uma menina passou rapidamente no corredor, do outro lado. Era como um cruzamento: o corredor que cruzava o batente onde deveria ter uma porta, em cada lado havia uma estante velha. Pareciam ser cristaleiras. Logo à frente, havia um corredor estreito, longo e nenhum pouco iluminado. Ainda assim dava pra ver algumas cadeiras amontoadas de um lado, próximo da parede. Atrás dos policiais só restava a porta que dava acesso para a recepção e então a saída. Por um segundo, o experiente policial pensou em sair e pedir reforços, mas sabia que devia investigar um pouco mais. Por sua vez, o novato estava excitado. Estava eufórico e ansioso. Como havia se sentido quando finalmente conseguira transar com aquela loira peituda e gostosa. (O relacionamento não havia durado nem um ano antes que ela transasse com outro cara.)
O silêncio pairava, malandro e perverso. Novamente os policiais se entreolharam.
-Oi, você está aí? -Disse o policial novato dando de ombros ao notar o seu parceiro encarando-o com um sorriso, como se tivesse achado a pergunta engraçada.
Novamente o riso. Dessa vez parecia ter vindo do outro lado... Em meio à escuridão.
-Eu sou o policial...
Antes que pudesse terminar de falar o seu nome, o mesmo riso de criança tomou uma voz rouca e reverberada.
-John. O bom e velho policial John...
Eles se entreolharam.
-Precisamos de reforços. -Disse o policial experiente.
-De quem? Do Vaticano? Senhor, precisamos investigar para depois chamar reforços.
-Não. Nós precisamos de reforços agora mesmo!
Eles cochichavam tentando negociar entre si o que fariam. Sem muito tempo a perder, o novato caminhou apontando sua lanterna para o corredor longo. O corredor da morte.
Seu parceiro o acompanhou vinte passos atrás.

-Tic...Tac... O tempo está passando... Tic... Tac... Toc... Toc... TOC!
Em questão de poucos segundos, o policial novato efetuou três disparos na direção do corredor. A silhueta então sumiu novamente. O riso de criança pode ser ouvido. Seguido de um grunhido amedrontador.
-O fogo se alastra, como a morte sorrateira viaja pelo tempo em busca de novas almas... Tic... Tac... Toc... Toc... TOC!
Menos de um segundo depois que o novato olhou para o seu parceiro, ele havia sido puxado e engolido pela escuridão. Sem pensar duas vezes, o velho policial que já deveria ter se aposentado, efetuou quatro disparos e então correu para fora da lanchonete o mais rápido que podia. Ele correu tão rápido, mas tão rápido, que mal pode pedir reforços pelo rádio quando chegou à viatura.
-Rá... Rádio pratulha... Prádios ratulha... RÁDIO PATRULHA 16 para central, preciso de reforços! Preciso de reforços!
O rádio chiou.
-Central para rádio patrulha 16, informe a sua localização.
-Eu estou há catorze, quarenta e quatro, vinte e cinco, sete; sentido Waste. Preciso de ref...
-Central para rádio patrulha 16... Central para rádio patrulha 16, está na escuta? Cambio!
Não houve nenhuma resposta além do sinal de interferência.
-Atenção todas as unidades, reforço imediato, código vermelho. Informando código de área: quatorze, quarenta e quatro, vinte e cinco, sete; sentido Waste. Policial em perigo! Todas as unidades!





(Continua...)


Escrito por: Joey Spooky Rose

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