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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Pesadelos Noturnos



PESADELOS NOTURNOS

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1



O medo pairava alucinante. Os passos largos de uma corrida infinita.
O corredor da morte.





Havia muitas árvores em volta. Os galhos secos estalavam sempre que Ginger pisava neles. Havia uma criatura pitoresca perseguindo a jovem. Uma criatura tenebrosa de pele acinzentada, alta, magra e careca. A pele flácida, os olhos negros que escorriam uma espécie de líquido preto entre os olhos e o nariz. A testa frizada e os gritos roucos como uma pessoa asmática gritando por ajuda.
Ginger sentia o seu coração sair pela boca quando seu corpo caiu sentindo um bate forte. Ela olhou para trás, a criatura se aproximava, agora sorrindo. Os dentes pontudos, afiados e podres. A gengiva retrocedeu como a de uma pessoa morta. Os dentes pareciam longos. Os braços magros esticados para frente enquanto o corpo cambaleava à cada passo. Nos dedos finos e podres, as unhas grandes e esverdeadas. O pé estava tomado pelo mesmo líquido negro que saia dos olhos da criatura.
-Boo! Boooo! Booooo!!!! -Grunhia a criatura.
Ginger se levantou rapidamente e continuou correndo. Não havia caminho. Ela nem ao menos analisou para que lado estaria a estrada. Eis que de repente o silêncio. Ela encontrou uma gruta escondida em meio a floresta. Havia um pequeno lago e um caminho de pedras até a gruta. Sem hesitar ela entrou.
A criatura grunhia agora mais calma.
A criatura riu lentamente de forma perturbadora.
-Ashcho Zentum Lir... -Disse a criatura, rindo em seguida.
O silêncio novamente se formou de repente. Agora nem mesmo os pássaros ousavam cantar. Conforme a criatura caminhava lentamente procurando por sua vítima, os galhos estalavam. A criatura grunhia com uma voz rouca deixando um rastro de podridão pelo caminho.
Ginger pegou seu colar e o agarrou firme. Sua mãe havia dado aquele colar para ela dizendo que a protegeria de todos os seus medos.
Você está ficando louca. Você está ficando louca. Você está ficando louca! -Pensava repetidamente.

Ginger sofria de crise de ansiedade e passou a ter ataque de pânico juntamente de sonambulismo. Dias antes, havia levantado da cama dormindo, caminhado até o quarto de seus pais que por sua vez acordaram com o barulho da porta e então acedendo o abajur, encararam a filha.
-Ginger? Aconteceu alguma coisa, querida? -Perguntou sua mãe.
Ginger parecia estranha. Muito estranha.
-Ele está lá em baixo. Me esperando.
-O que? -Perguntou seu pai levantando-se rapidamente da cama.
-Quem está aonde filha?
-Ellen, fique aqui com a Ginger. Não a deixe sair daqui. Eu vou lá em baixo ver se tem alguém.
Quando Antony desceu as escadas lentamente, ele notou alguém na cozinha. Parecia estar bebendo leite ou ao menos tentando beber: o leite escorria no rosto e jorrava como uma cascata, no chão.
Ele então pegou um vaso de flor que havia na mesinha ao lado da escada na parte de baixo e então jogou na direção do individuo. O vaso quebrou fazendo um barulho estrondosdo juntamente de um grito estranho. Ele olhou para Antony.
Os olhos pareciam uma lanterna.
Antony acendeu todas as luzes da casa em um único interruptor. E então ele viu a criatura de corpo esguio, alto e pele cinza. A criatura gritava forte com a boca aberta. Ela cuspia uma gosma preta que tinha um cheiro horrível de enxofre e então como passe de mágica, desapareceu como fumaça ao vento.
Antony correu para o andar de cima e então se deparou com sua mulher chorando com a filha no colo.
-Ginger! Ginger! Fala comigo, filha! -Gritava desesperada.
Sem perguntar, Antony carregou sua filha e correu até o carro levando-a para o hospital.

Escondida na pequena gruta que mais parecia uma toca de urso, Ginger sentou e se encolheu o máximo que pode.
Não, não, não, não... 
A criatura então parou de gemer e andar.
Ginger abriu os olhos e então apontou seu celular, iluminando o rosto da criatura maldita. Os olhos "de lanterna" a cegaram enquanto a criatura gritava com as mãos no rosto tentando impedir que a luz a tocasse.
Ginger acordou.
Seu corpo estava paralisado. Ela mal conseguia respirar.
Os paramédicos a colocaram na maca. Seu corpo estava duro como estátua.
O barulho da sirene da ambulância ecoou pelas ruas.

Ginger acordou. Seu corpo estava suado. Rapidamente ela tocou seu corpo e sentiu a realidade. Notou então o quarto escuro. A criatura riu. Ela ouviu.
As luzes se acenderam e ela gritou.

"Paralise teus sonhos para que eu possa surgir
Da escuridão virá a tua única verdade
Sucumba ao sabor amargo de um único beijo
De todas as poesias, um único desejo

Sou aquele que das sombras reluz
Do pó ao pó a morte te conduz
Não se esconda doce menina...
A morte chega para todos nós..."


Escrito por: Joey Spooky Rose

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