CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Dama da Noite

Autor: Joey Spooky Rose



DAMA DA NOITE

Seus olhos brilhavam em meio à escuridão. Sua voz era doce e mansa, seu toque macio, suave...
Seus cabelos esvoaçavam com o sopro gelado do vento que soprava canções de réquiem.
Notei a breve presença da pobre criatura de chifres tortos, de pelagem negra e olhos vermelho fogo. Ela sorrira com seus dentes pontudos e afiados.
O doce aroma da Dama da Noite acalmava meu coração.

Nada a se dizer perante a divindade
Um Deus sem maldade.
Um Deus de vaidade. Amor e castidade.
A imagem fria, congelada, paralisada
A noite fria, gelada
A peste, a criança congelada.
Olhos negros em preto fosco
O sorriso afiado de presas sangrentas
O pulso firme de um coração gelado...

Aonde me encontrei na noite passada?
Eu sonhava... Eu sonhava...
Eu pensava: Talvez um dia eu esteja presente.
Presente sobre a lama
Os penhascos de meu coração
Minha oração, minha canção...
Minha dama...

A Dama da Noite
Aquela que cantara canções de amor e afeto
Seu toque...
Sua alma...
Sua pele branca como a neve
Quente como vulcão...
O vulcão do desespero
O vulcão do anseio...  Do desejo...

A ti, ó minha Dama da Noite, as minhas mais belas canções
Vindas de diversos corações...
Vários corpos estirados em olhar fixo.
O chão gelado...
As paredes de argila

O sufoco da poesia.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

VAI BUSCAR - Lenda Urbana


Britânica viveu com o corpo de sua mãe, dentro de sua casa


Autoridades britânicas revelaram detalhes sobre o caso de uma mulher de 50 anos que manteve o cadáver da mãe dentro de uma banheira durante meses.
Caroline Jessett teria morrido em 2013, na casa em que morava no vilarejo de Littlemore, próximo a Oxford, no sudoeste da Inglaterra.
A mãe dela, Pauline Jessett, de 78 anos, teria morrido em março de 2012, mas Caroline não teria conseguido lidar com a perda.
O corpo das duas só foi encontrado depois que vizinhos ligaram para autoridades sanitárias, preocupados com a segurança da casa.

Em 21 de novembro, a polícia encontrou o corpo mumificado de Caroline Jessett caído no chão do banheiro.

'Reclusas'

Apenas uma semana depois, foi encontrado o corpo da mãe, coberto por lençóis e cobertores.
Na época, um vizinho descreveu as duas mulheres como "reclusas".
Por causa do estado mumificado, médicos legistas tiveram que fazer exames para confirmar a identidade da filha e não puderam estabelecer a causa da morte.
Já Pauline Jessett só pôde ser identificada pelo número de série de uma prótese de quadril.
O médico legista Darren Salter classificou o caso de "triste e diferente", indicando que a causa provável da morte de Caroline Jessett foi um tumor no cérebro.
Sobre Pauline Jessett, ele disse ser impossível determinar a causa da morte.

Fonte: R7

A Máquina de Brincar

Imaginem um livro "infantil" que seu conteúdo nada mais, nada menos é que poemas satânicos e orações.

É um caso verídico que anda pela internet. Depois que uma mãe, Janilda Prada, compartilhou fotos do livro 'A Máquina do de Brincar' pelo Facebook, ela recebeu diversas reações de apoio.
Janilda encontrou algo estranho nesse livrinho que sua filha de nove anos de idade trouxera da escola.
O livro contrém duas etapas: para se ler ao claro e para ler no escuro. Justamente essa última contém poemas satânico, conforme as imagens.
Embora não se tenha muitas informações de Janilda, por uma pesquisa rápida pelo Google, interessados pelo fato descobriram que outros houveram outros casos de mães que reclamaram sobre o livro.

O autor gaúcho, Paulo Bentancur, se defende e diz que não há mal algum em brincar com a palavra de Deus e do Diabo e que isto foi feito apenas por descontração, afinal, as crianças amam terror e coisas obscuras.
-Me pergunto quais crianças gostam do escuro. Você gosta? Eu não.-

Mas e você? O que acha de um livro assim, feito para crianças?







domingo, 22 de dezembro de 2013

Noites em Claro

-Noites em Claro-

E logo estarei eu, a chorar
E logo estarei eu, a sangrar.
Minha alma não quer parar!
Estou-me a poetizar aos cantos e recantos
Estarei espalhado, deitado ao chão desta velha casa.
Solenemente decreto o caos dentro do ser que ainda luta para estar vivo...
Meu drama, meu convívio.
Meu teatro mágico, coração em vidro!

Eis me que já estou em resto, somente pó
Estou só! Estou só! Oh!
Aonde minha alma fora se esconder?
Porque meus sentimentos foram se desfazer?
Ah! Aonde estou preso?
Preso na podridão de algo que se chama canção.
A mais bela entre os mortos.
Aquela que se levanta...
Aquela que se levanta...
E que... Agora me ama.
Em noites de tormenta
Aquela que senta... E canta...

Autor: Joey Spooky Rose


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Cargo

Um excelente curta-metragem chamado Cargo. O curta é australiano e foi dirigido por Ben Howling e Yolanda Ramke, e é tão bem produzido que foi um dos finalistas do Tropfest (a maior premiação de curtas do mundo).

A história é de um pai que acorda após um acidente de carro e vê que sua mulher virou um zumbi e esta tentando comê-lo. Ele pega a filha no banco de trás e foge, mas vê que foi mordido e que vai virar zumbi, assim pensa em um plano para salvar a filha.

O curta tem 6 minutos, não precisa de legendas e já foi visto mais de 3.5 milhões de vezes. As opiniões na página do Youtube são as melhores e muitos usuários dizem até ter chorado. 


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Do Outro Lado

Autor: Joey Spooky Rose


Do Outro Lado


Que tal correr na floresta, subir nas árvores e brincar de carrinhos em miniatura?
Que tal sorrir, almoçar e jantar ao lado de minha família?
Pai e mãe e minha irmãzinha mais nova. Loira de cabelos lisos até a cintura, olhos azuis e pele branca como a neve. Meu pai robusto, dedicado e de voz firme, o homem da casa. Minha mãe, uma mulher de quarenta e cinco anos, linda, vaidosa, simpática e dona de casa. Ela aparentava ter ainda os seus vinte anos de idade.

Que tal olhar para as pessoas e fazer novas amizades?
Mas eu não posso. Talvez eu seja um monstro. Um perigo para mim mesmo.
Morto aos sete anos de idade, quando meu pai começou a me bater por rejeitar a ser um advogado. Por rejeitar sua própria religião, que o torna tão patético e fraco.
Morto por uma mãe que não dava a mínima para os seus filhos. Morto por uma irmã que seguia suas regras e ria de mim, sempre que eu apanhava. Ou sempre que eu era obrigado a ir para aquele terrível lugar, onde pessoas oravam por um Deus que brincava com suas formigas. Um Deus que brincava de Deus. O psicótico tão aclamado. O assassino em série que para todos não era um perturbado. 

Que tal brincar de matar? Brincar de nadar nos rios de sangue que saiam de minha mais nova cicatriz.
Que tal?
Ah sim...
Eu me esqueci de me apresentar. Eu sou Roberto e tenho dezesseis anos de idade. Nascido em Sorocaba, interior de São Paulo. Uma cidade não muito pequena, que agora fedia a medo e a obsessão. O medo deles era realmente perturbador. A minha obsessão era a minha glória. A minha vitória.
Que tal me declarar um santo? Ter a minha imagem no altar, “Roberto, o santo crucificado por sua própria espécie.”.
Ah sim... Eu os matei. E faria novamente.
Ver minha irmã mais nova gritando desesperada ao ver a garganta de minha mãe cortada. Ela também gritou ao ver o crânio de meu pai esmagado, sujando meus sapatos. Olha só! Eu já ia me esquecendo. Meu cachorro, o matei a facadas quando ele tentou proteger minha família de seu próprio inferno. Estavam ali, as cinco facadas. Uma delas em seu peito, ainda sangrando com a faca afincada.
“Chegou a sua hora” falei para mim mesmo quando vi minha irmã chorando, gritando. Os gritos pararam. Meu rosto agora, manchado por seu sangue. Seu rosto cortado. Sua garganta dilacerada. Um sorriso em meu rosto...
Todos ficaram assustados por me ver retirando os corpos para fora de minha casa. Enterrei meu pai e o cachorro e antes que pudesse enterrar minha irmã e minha mãe, a polícia chegou.
As luzes iluminando a noite escura e fria...
-Mãos para o alto!
Como se eu me importasse por eles estarem ali. Saquei logo a pistola que meu pai guardava em casa. Ah sim, ele era policial aposentado.
Alvejado por tiros que vinham de todos os lugares, ali estava eu. Preso em meu próprio corpo, cuspindo sangue e sorrindo para o primeiro policial que apareceu ali para ver se eu estava realmente morto. Minha única visão antes de morrer?
Minha irmã e minha mãe, lado a lado, mortas. Meu sorriso. Minha morte.

Mas agora eu preciso ir. É chegada a hora. Meu nascimento. Meu tormento. Quem me dera saber que tudo isso vai acontecer...
Eu preciso ir. É chegada a hora.


-Roberto.