CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA

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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Não olhe para trás

NÃO OLHE PARA TRÁS









Comecei o meu empreendimento ainda quando eu tinha dezessete anos de idade quando eu publicava em meu site alguns assuntos sobrenaturais. Devo dizer que eu sempre fui fascinado por tudo o que envolvesse o sobrenatural: histórias de fantasmas, casas amaldiçoadas, assassinatos misteriosos, abduções, entre muitas outras pesquisas das quais eu fiz por todos estes tanos.
Tornei-me um escritor logo aos vinte anos de idade, tendo dois livros publicados. De certo, eu nunca pudera imaginar que eu me sentaria nesta escrivaninha bagunçada para escrever livros. Papai me via como um grande engenheiro e mamãe como um grande médico ou advogado, mas eu, sempre me vi como um grande fazedor de nada.
Dissera certa vez, que a escrita era um ramo vagabundo e sem reconhecimento. Papai nunca gostara dos artistas, diziam que eram loucos solitários e vagabundos bêbados. De fato ele não estava tão errado. Os artistas realmente eram loucos solitários, vivenciam o amor perdido, a dor do sofrimento por sua amada que se foi aos braços de outro homem e com o tempo se tornaram grandes poetas bêbados. E não existe nada de errado nisso. Na verdade, creio eu, que a excênssia do Homem é pro si só o sofrimento. É ali que ele cresce e aprende.
Quando lancei o meu primeiro livro com aproximadamente cinquenta contos de horror de minha autoria, papai havia sido tão negativo que eu quase acreditei que não venderia sequer uma obra. É claro que, eu não me tornei escritor pelo dinheiro. Como eu disse, eu desde pequeno já gostava de terror e suspense, assustos que faziam as pessoas sentirem os dedos dos pés frios como a neve. Não existe nada mais gostoso do que causar pavor nas pessoas. E certamente elas pensam da mesma forma.
Mamãe por sua vez sempre apoiou meu trabalho, embora não fosse exatamente o que ela vira para mim.

No dia vinte e oito de dezembro eu vivenciei algo notoriamente perturbador.
Recebi algumas informações de meus leitores sobre uma casa abandonada a qual muitos diziam que realmente podia-se ouvir murmurios vindo lá de dentro.
A casa era grande, quase uma mansão por assim dizer. Em volta, os muros de tijolos eram abraçados pro completo pelas trepadeiras que cresciam sem limites. Entre o emaranhado dos galhos e as folhas da trepadeira haviam algumas aranhas que causavam-me pavor só de pensar. Havia um portão de ferro enferrujado que ao abrir rangia como o gemido de uma virgem em prazer. Parei meu carro próximo do casarão e desci de a pé com dois amigos meus que me acompanhavam no meu trabalho de meu site. Cristina e Jeff.
Quando chegamos naquele lugar pavoroso, o relógio indicava duas horas da manhã enquanto o frio se tornava mais insuportável.
-É aqui? -Perguntou Anna com desdém quando chegamos.
-Se não for aqui, não sei onde poderia ser. Olhe para este lugar. -Respondeu Jeff esticando seu braço direito em direção à casa.
Certamente aquele fora o primeiro lugar pelo qual eu não gostaria de estar. A história que pesquisei sobre aquele lugar era realmente uma história perturbadora.

Há muitos anos atrás vivia nesta casa uma família rica. A família Monford.
A história da família era bem interessante e creio eu que poderei resumir em poucas palavras: os antepassados que viveram na mesma casa eram donos de escravos que trabalhavam duro na plantação e nos cuidados da família. Certa vez, os escravos cansados de tantas mortes e crueldade, passaram a se revoltar contra a família. Um dos escravos conseguiu invadir a casa enquanto seus patrões estariam em uma reunião e lá, roubou uma documentação que relatava rituais sombrios de bruxaria. Poucos meses depois a casa fora incendiada com a família dentro, que gritavam enquanto tentavam sair da casa que estava trancada.
Muitos anos depois a história da família veio sendo apagada, afinal, uma história tão cruel e doentia não poderia continuar conforme o tempo veio se modernisando.
Passaram a morar ali os filhos dos filhos, dos filhos. E uma nova geração viera crescendo. A maior causa de mistério e repúdio sobre esta nova parte da família era o fato de que reuniões aconteciam naquela casa. Reuniões que muitos diziam que o próprio diabo participara: orgias, sacrifícios e rituais satânicos ocorriam dentro de uma das grandes salas daquele casarão.
Não preciso dizer que novamente essa parte sombria da família fora se apagando com o tempo, não é mesmo?
No ano de 2001 houve outra história macabra para aquela família que parecia pertencer ao diabo. Havia um jovem de vinte e quatro anos que conhecera uma linda jovem pela qual ele ficara apaixonado. Viveram juntos por anos até ele descobrir que ela o havia traído.
Não olhe pra trás. -Dizia ele.
De fato não sei como relatar essa parte bizarra da história, mas tentarei de forma mais simples.
O jovem havia enlouquecido conforme os meses foram se passando. Dizia ele ter visto diversos vultos pela casa, grunhidos e cheiros de cadáveres. Um cheiro tão repugnante que o fizera vomitar quase todas as vezes em que o sentia. Seus pais suspeitavam que ele estaria adoecendo devido ao seu estado emocional abalado e o fez ir para diversas consultas, com diversos médicos, mas todos eles diziam que a saúde do jovem estara em perfeito estado.
Na noite do dia treze, Biatrice a mãe do garoto, havia ouvido barulhos estranhos como se cachorros andassem pelo assoalhado da casa. Deitada em sua cama coberta por um lençol de pano fino enquanto lia seu livro, Biatrice sentiu-se no dever de procurar saber o que estara acontecendo.
Será que o Bruce entrou em casa de novo? -Pensou.
Bruce era o Rottweiler que guardava o casarão.
Logo o cachorro passou a latir descontroladamente enquanto olhava para cima em direção da janela do quarto do jovem garoto. Biatrice saiu para o lado de fora de sua casa e observou o cachorro latindo sem parar. Logo o pai do garoto se aproximou de Biatrice que estara assustada.
-Meu bem, entre para dentro de casa. Vou subir no quarto de George para ver o que está acontecendo. De todo modo, não é seguro você ficar perambulando aqui fora.
Ao subir no quarto de George, seu pai vira algo que o deixou apavorado: o garoto estava de frente para a janela com os braços esticados para cima enquanto murmurava gemidos roucos perturbadores. Ao notar a presença de alguém no quarto, o garoto elevou sua coluna para trás fazendo os ossos estalar. Colocou seus braços no chao enquanto seu corpo envergava para trás. Seus olhos estavam brancos e luminosos e logo o nariz, a boca e os olhos do garoto começaram a sangrar.
-George! -Dissera seu pai espantado.
-Allen dairen larien Lúcifer. -Disse o garoto com a voz rouca enquanto sorria diabolicamente.
De imediato seu pai tivera um infarto.
Logo sua mãe correu para ver o que estava acontecendo. Poucos segundos antes de chegar ao quarto do garoto, Biatrice ouviu um gemido de cachorro do lado de fora da casa e o silêncio predominou toda a casa. Ao chegar no quarto de George, Biatrice vira seu marido morto estirado ao chão. George estava sentado na beira da cama com as mãos juntas e os dedos entrelaçados enquanto ria diabolicamente olhando para o corpo do pai.
-Não olhe para trás. -Disse o demônio.
Logo sua mãe sangrou pela boca. Segundo os legistas, Biatrie tivera falecido vítima de tuberculose. Embora não usasse tabaco.
Às três horas da manhã do mesmo dia, sua ex namorada que estara na casa do atual namorado, recebera uma ligação.
-Por favor, preciso que você venha em casa. George não está bem. Temo pela vida de meu filho. Ele está muito doente. Por favor, ele gostaria de te ver. -Dizia a voz do outro lado da linha. A voz de Biatrice.
Em mais ou menos duas horas, Celene chegou de moto com o seu atual namorado na casa de George. O portão da casa estara aberto, assim como a porta principal da casa. Eles entraram. O silêncio causava pavor no casal.
-O que está acontecendo Celene?
Logo eles subiram ao quarto de George e viram seus pais mortos. Ela gritou ao ver Biatrice com o rosto manchado de sangue e uma grande poeça em seu corpo.
-MEU DEUS! -Gritou o namorado da jovem ao ver o demônio pulando em seu rosto.
George passou a unhar e a morder o rosto da vítima levando-o ao óbto ao rasgar seu pescoço e beber de teu sangue que jorrava por toda a parede.
Celene gritava imóvel enquanto sentia seu corpo sem ação alguma. George a encarou sorrindo enquanto respirava com muita dificuldade.
-Não olhe para trás.
Disse George antes de quebrar o seu pescoço.

Diante de tantas histórias bizarras, resolvi visitar a casa que havia sido abadonada depois deste caso horrível de George.
Estara tudo escuro e as janelas quebradas só pioravam o que parecia realmente ser uma casa abandonada.
Antes de entrarmos na maldita casa, devo dizer que Celene fora internada em um sanatório e morrera dois anos depois vítima de câncer.
Devo dizer à você leitor, que se for me acompanhar nesta visita íntima ao diabo, por favor:

NÃO OLHE PARA TRÁS.



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Por: Joey Spooky Rose

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Rede Conectada – Status: Potencialmente desprotegido

Rede Conectada – Status: Potencialmente desprotegido





Capítulo I

Os acontecimentos a seguir ocorrem entre 00h30m

Brasil – Sorocaba-São Paulo – 00h01m


Gregório era um jovem de vinte e dois anos de idade e trabalhava como repositor em um pequeno mercado perto de onde morava. Gosta de ouvir Rock’n Roll clássico, como The Beatles, Led Zeppelin e outras bandas. Às vezes, quando lhe vinha a inspiração, costumava ouvir também blues e jazz, como Robert Johnson, Bob Dylan, Eric Clapton, Jonny Cash e outros.
Gregório era um jovem adorável, sempre tirava boas notas na escola e em dois anos de faculdade levou apenas uma reprova em uma das provas mais difíceis do ano. Nada que não pudesse recuperar: Alguns trabalhos extracurriculares e tudo estará resolvido.
A chuva se formava nos céus da pequena cidade caipira do interior. Cidade de fábricas e empregos duros. Alguns moradores diziam que não era qualquer pessoa que conseguiria morar naquela cidade.
O céu claro logo tomou o tom acinzentado, as nuvens negras anunciavam a grande chuva do dia. Adeus calor! Bem-vinda chuva! Uhul! –Pensavam alguns moradores aliviados pelo fim de mais um dia de calor intenso.

À meia noite em ponto Gregório percebeu algo estranho em seu computador: O relógio avia parado quando apontou meia noite um minuto.
Entendeu que talvez o computador pudesse estar com problema. Resolveu então verificar o seu celular. 00h01m.
Estranho... –Pensou.
Logo o computador avisou sobre o status de rede de internet: Você está conectado à internet.
Eu sei... Eu estou usando o dia todo... –Pensou.
Mais um aviso ocorreu dois minutos depois que os relógios pararam: Status: Potencialmente Desprotegido.
-Mas que merda!
Ligou para o seu amigo que com certeza estava acordado. Seu grande amigo Fernando. Conhecido por suas façanhas nos computadores. Um grande mestre da computação e redes.
-Fernando? É o Gregório, cara! Eae!
-Oi Greg! O que manda?
-Que horas são ae?
-Meia noite e dez, porque cara?
-Meu relógio parou aqui em casa. Meu velho, você poderia me ajudar?
-Claro!
Depois que Greg explicou o que estava acontecendo, Fernando soltou uma gargalhada como se estivesse passando por um filme de terror onde os relógios param e logo as criaturas aparecem. Fantasmas, demônios, seres de outro planeta e outras histórias que Fernando assistia em seriados.
-Cara! Você só pode estar de piada, não é?
-É sério, meu bom...
-Então faz o seguinte, abre o menu iniciar e vai em configuração. Daí então você...
Gregório seguiu todos os passos que seu amigo deu. Não adiantou. Relógio parado.
-Bom... Então é melhor esperar os demônios cara. –Disse Fernando dando risada.
-Amanhã nos falamos na faculdade. Daí quem sabe você venha para cá ver o que poderia estar acontecendo.
-Sim, cara. Combinado.
Uma hora depois de ignorar o problema do relógio parado, Gregório recebeu uma mensagem em seu celular através de um aplicativo de bate-papo. A mensagem dizia: Status: Potencialmente desprotegido.
Em seguida, outra mensagem, um sms. Quatro ruas. Quatro esquinas. Quatro garotos.
Gregório riu. Pensou diretamente em seu amigo Fernando.
Tenho certeza de que ela pegou outro número de celular para me assustar.
Logo Gregório resolveu responder o sms: Quatro garotos e muito blues! Yeh! Yeh baby!
Em seguida, Gregório lembrou do seu bom e velho violão, o qual o ajudou a se tornar um grande músico e compositor. Greg montou uma banda quando tinha dezoito anos e até hoje a banda tocava em alguns bares balados da cidade e região. A banda se chamava B.F.S.,  que significava Blues in the Four Street. Blues em quatro ruas. Nome escolhido pela história que ele e seus amigos tinham com a banda.
Há cinco anos atrás Gregório, Fernando e outros três amigos resolveram ir para uma encruzilhada que ficava em um ponto cego da cidade. Um lugar perto do rio, com muito mato e rua de terra com algumas poucas casas de tijolos sem pintura e com portões velhos que mantinham fechados por cadeados de fácil arrombamento. Mas afinal, quem gostaria de roubar uma casa pequena?
Fizeram um juramento ao diabo. Para eles era mais uma piada, uma brincadeira pois os jovens gostavam de Robert Johnson. Cada um pegou o seu instrumento. Gregório pegou seu violão preto, Fernando o seu violão cor madeira, Jhonatan duas baquetas, Paulo pegou o seu contrabaixo e Pricila levou duas teclas de seu piano. Teclas que haviam quebrado alguns dias antes dela trocar por um piano novo.

Pela encruzilhada eu passei.
Aqui fiquei, aqui cantei.
Pelas ruas escuras eu senti.
E pude ver.
Notei, notei. Aquela mulher linda em forma de anjo.
Asas nos faziam voar.
Voar para a música em nossos corações.
E logo o mundo ouviu nossas canções.
Melodias em nossos violões.
Pela encruzilhada eu passei.
E aqui eu fiquei, aqui eu cantei.

Cinco meses depois dessa brincadeira eles lançaram três músicas na internet. Resolveram publicar três músicas no site da banda para tentar adquirir público. Cinco bares de Rock’n Roll os chamou para tocar, cinco dias depois das três músicas irem ao site.
Fizeram então um ensaio de vinte e três músicas. Cinco meses depois um empresário entrou em contato.
-O som de vocês tem magia. Tem objetivo. Tem talento. Tem dom. Tem amor pela música.
Não é necessário dizer que a banda passou a ter um empresário.

Na casa de Pricila algumas coisas estranhas começaram a acontecer na mesma noite em que os relógios de Gregório pararam. A jovem e linda moça de vinte e cinco anos de idade, passou a ouvir alguns rosnados que vinha do lado de fora da janela de seu quarto. Pricila então levantou-se de seu computador onde estudava e caminhou até a janela de seu quarto. Com suas delicadas e pequenas mãos, ela afastou as cortinas brancas de pano fino e viu do outro lado da rua, cinco cachorros pretos parados encarando a casa da moça.
Sentiu então um frio na espinha, sua nuca e seus braços arrepiaram enquanto ela ligava para polícia.
-Polícia Militar, boa noite. Em que posso ajudar?
-Oi, boa noite. Meu nome é Pricila e tem cinco cachorros na frente da minha casa. Eles estão encarando o meu quarto e rosnando.
-Certo. Cinco cachorros? Eles estão apresentando alguma doença? Consegue ver se estão espumando pela boca?
-Não. Eles estão normais. Mas parecem bem zangados.
-Você os viu na rua alguma vez? Os alimentou ou deu atenção para eles?
-Não senhor. Eu nunca os vi.
-Estaremos enviando uma viatura até o local.
-Obrigada.
-Disponha da polícia militar.
Depois de vinte minutos de espera, enquanto Pricila olhava pela janela da sala de sua casa, ela viu a viatura da polícia virando a rua. Abriu a porta e notou que os cães já não estavam mais ali. Um copo caiu na cozinha de sua casa, fazendo um barulho estrondoso e assustando a jovem moça que estava para cair em lágrimas a qualquer momento.
A viatura parou na frente de sua casa e dois homens grandes saíram caminhando em direção à porta principal da casa.
-Boa noite. –Disse um dos policiais enquanto tirava a boina de sua cabeça.
-Boa noite.
-Pricila? –Perguntou o outro policial com uma prancheta nas mãos.
-A senhorita ligou para nós dizendo que haviam cinco cães de cor preta rosnando e olhando para a casa da senhorita?
-Sim senhor.
-E onde estão?
-Eles... –Pricila pensou- Eles estavam ali, naquela esquina.
-E como você os viu?
-A janela do meu quarto fica de frente para a esquina. Eu ouvi rosnados e fui até a janela para ver.
-Certo. E onde estão eles agora?
-Eu... Eu não sei... Eles estavam ali até vocês virarem a rua...
Os dois policiais se entreolharam como se ela fosse maluca.
-A senhorita usa algum tipo de drogas ou algum remédio controlado?
Ela riu com sarcasmo e irritação.
-Claro que não!
-A senhorita bebeu hoje, Pricila? –Disse o policial com uma lanterna acesa apontada para os olhos da jovem moça assustada.
-Eu não bebo! –Disse ela irritada tentando desviar da luz que acegava.
-Certo. Então a senhorita está dizendo que haviam cinco cães de cor preta rosnando e encarando sua casa. Encarando a janela de seu quarto. Mas ao virarmos a rua em direção a sua casa, eles... Sumiram?
Pricila ficou olhando para os policiais sem saber o que dizer.
-Bom. Encaminharemos o relato para do departamento responsável por animais. Entre em contato se os... Se os cães voltarem.
-Obrigada.
Ao fechar a porta, Pricila caminhou até a cozinha onde varreu os cacos de vidros e em seguida preparou uma xícara de café forte.
Aonde está o meu maço de cigarros? –Pensou enquanto ia ao seu quarto procurar pelo maldito cigarro que a mataria de câncer futuramente.
Depois de achar o seu cigarro e de pegar sua xícara de café, a jovem moça sentou no sofá da sala de estar e ligou a televisão onde assistiu os noticiários. Só se via notícias ruins. Inflação subindo, desastres naturais ao redor do mundo, guerra, prisões, crimes e futebol.

Pegou no sono rapidamente. Mesmo bebendo café forte, ela estava cansada de mais. Tragou o cigarro e o apagou. Colocou sua xícara em cima do criado-mudo e então se ajeitou para dormir.

Continua...

___

Por: Vinícius R.N.M. (Joey Spooky Rose)

segunda-feira, 27 de julho de 2015

A Chave do Monarca Azul

No ano passado (2014), Bruno Moraes começou a escrever A Chave do Monarca Azul como um conto. Agora, o autor buscou ajuda para lançá-lo como um livro através de um projeto de financiamento coletivo pelo Catarse. A campanha foi um sucesso e alcançou o valor que pretendia arrecadar bem antes do prazo final.

A Chave do Monarca Azul é uma obra de “horror cósmico” e “dark fantasy” narrada na claustrofóbica primeira pessoa de um escritor em crise. A história segue um autor de terror best-seller, consagrado no cenário da ficção nacional como um dos maiores de sua geração. Às vésperas do lançamento de seu esperado quarto romance, porém, ele recebe em casa uma correspondência que ele não havia encomendado. Era uma caixa. E o remetente se identifica como “Arlequim”, a entidade-pesadelo que o visitava em sua infância.

Citando Neil Gaiman, H.P. Lovecraft, Julio Cortázar, Lourenço Mutarelli e David Lynch como influências, Moraes lançará o livro em PDF com duas histórias bônus, e também em formato físico. O autor também organizou um sorteio para os apoiadores que adquirirem as recompensas que incluem o livro físico. Os ganhadores poderão escolher entre o livro, uma camiseta ou um pacote de três pôsteres e cinco ilustrações como prêmios.


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Quem procura acha

Por: Joey Spooky Rose

QUEM PROCURA ACHA



Há um relato dos mais sombrios entre todos que haviam ocorrido naquela cidade. Muitos eram apenas contos de horror para colocar medo nas crianças; outros eram relatos que as pessoas preferiram fazer deles fantasia, do que um fato. Às vezes a verdade pode ser muito mais imprudente do que a mentira de uma fantasia.
Contarei-vos um relato interessante que ocorreu em uma pequena cidade do interior de São Paulo, Brasil.

Era julho de 2012, quando Julio passou a ter alguns problemas que muitos acreditavam ser psiquiátrico, mas que somente depois de seu desaparecimento, outros jovens passaram a ter o mesmo problema.
Em uma página na internet onde haviam sentenas de assuntos de terror, inclusive muitos que falavam sobre músicas tocadas de trás para frente, onde podia-se ouvir algumas palavras, murmúrios, que faziam saudações ao outro mundo...
A página era visitada com frequência por jovens apaixonados por terror e coisas do gênero. Julio era um jovem de vinte e dois anos de idade e trabalhava em uma pequena livraria perto de sua casa. Ele era apaixonado por terror, filmes, séries de cinema, livros e tudo o que podia encontrar para se apavorar diante de uma boa leitura.  Já havia pesquisado muitas coisas, inclusive estudado casos reais, mas nunca havia tido aquela experiência...
Na noite de 22 de julho de 2012, Julio começou a pesquisar quase o dia todo sobre símbolos, histórias reais e coisas das quais davam saudações ao inferno quando ouvidas de trás para frente. Julio sempre gostou de Rock Clássico e mal sabia sobre a música de uma banda chamada Led Zeppelin que quando se ouvia do lado contrário podia-se notar algo que parecia dizer "Sad Satan". Ficou realmente perplexo e começou a pesquisar mais sobre outras bandas e gêneros musicais, inclusive chegando a ouvir cd's de vinil antigos, daqueles de quando nossos pais eram crianças... Oque ouviu o apavorou. Mas não parou por aí.
Passou então a estudar religiões antigas e símbolos, mas nunca colocou nada em prática. Sempre pulava as partes que ensinavam sobre rituais, algo que nunca queria ter como conhecimento.
Lia em vários sites contos de terror, OVNIS e até assistia alguns vídeos onde pessoas narravam histórias assombrosas.

"Naquela noite então, 13 de dezembro, aproximadamente quatro horas da tarde, ele foi encontrado morto com uma corda de piano em seu pescoço. Não havia sequer sinais de arrombamento em sua casa. Menos ainda piano ou qualquer instrumento que utilizasse daquele tipo de material."

"...olhou para o lado de fora de sua casa e então visualizou uma criatura ordinária e horrível, encarando-o nos olhos. Acreditou ser algum tipo de demônio. Procurou por padres e até mesmo por outros mestres religiosos para entender o que era aquilo. Sua irmã fora encontrada morta com os olhos esbugalhados em frente a lareira de sua casa, quando ele voltou da faculdade."

"Queria entender oque havia acontecido, mas tudo era muito novo e diferente. Abriu os olhos e então notou uma criatura pavorosa. Suas músicas agora faziam sentido: Demônios existem."

Chegou a pesquisar sobre um escritor de um site desconhecido, onde escrevera uma série de contos que passaram a acontecer com algumas pessoas aleatórias pelo mundo todo. O mais estranho é que o escritor havia tido fotos e nome de cada uma das pessoas. No quarto, onde o escritor havia sido encontrado morto com os seus miolos pelas paredes, haviam símbolos que a polícia local acreditava ser símbolos satanistas. As vítimas só foram encontradas quando a polícia decidiu investigar da forma mais inimaginável: lendo o livro e seguindo suas pistas. Somente duas saíram vivas. No final do livro, o escritor através de um personagem disse: "Somente duas para contar a história".
Sentiu um arrepio em sua espinha. Decidiu parar de pesquisar e relaxar.
Desceu até a cozinha, onde pegou uma lata de cerveja. Caminhou lentamente com um pote de amendoím em uma de suas mãos, até o seu quarto e então olhou para o monitor de seu computador: no site, uma foto que ele não lembrara de ter deixado ali ou até mesmo de ter navegado na página onde se encontrava a porcaria da foto... Uma forma real de Baphomet. Uma cabra totalmente perfeita na figura daquele demônio. Tentou murmurar algumas palavras como "que merda é essa?!" mas engasgou com o gole de cerveja que havia dado bem na hora em que viu aquilo. "Devo ter deixado a página aberta sem perceber..." -Pensou, tentando convencer a si mesmo.
Fechou o navegador de seu computador, colocou uma música calma para tocar. Beatles. O clipe passava normalmente. Sentou em sua cama de forma que ficou quase deitado. Alguns amendoíns caíram pela cama e como de costume, Julio caçou alguns levando-os para a boca e mastigando. "croc croc".
Respirou profundamente tentando não se lembrar dos símbolos que havia visto em uma história. "Bobagem!".
Abriu os olhos e olhou para o teto de seu quarto. Encarou as paredes lentamente, admirando cara poster da Marvel e DC Comics, empresas de quadrinhos de super heróis. Deu um leve sorriso enquanto pensava: "Como eu sou criança... Eu guardo isso há tantos anos e até hoje não consigo me livrar".
De repente, ouviu um grunhido estranho. Como se alguém estivesse engasgado enquanto tentasse falar. Olhou assustado ao seu redor. Viu em seu computador a foto do álbum Abbey Road, da banda Beatles e então se lembrou de uma lenda que até hoje as pessoas falam. Para quem conhece a banda, entende bem do que se tratava: Cada integrante vestido de uma maneira. Lennon, segundo oque dizem, estava preparado para morrer e Paul para um velório. Lennon era o único descalço e de roupa social branca.
Julio sorriu novamente, puxando um ar de graça, de muita graça que logo o fez cair na gargalhada. "Seu idiota, é claro que isso é mentira! As pessoas fazem de tudo para manter uma lenda ainda mais viva!".
Comeu alguns amendoíns. Bebericou sua cerveja e novamente ouviu o grunhido. Seu coração disparou. "Eu preciso parar de ver essas merdas na internet" -Pensou.
Depois de um tempo que o efeito da cerveja passou, Julio sentiu sono. Desligou seu computador e dormiu.
Na manhã seguinte, Julio acordou e ligou o seu computador para finalizar o trabalho de um site para um cliente. Notou algumas letras sem sentido na tela de seu computador. Letras das quais sua mente gravou muito bem; Mas não o suficiente para faze-lo lembrar como eram.
"Ahca arucorp meuq. EtidercA."
Sentiu um gelo em sua barriga enquanto seu coração parecia estar batendo em sua garganta. Seus olhos ficaram embaçados mas rapidamente recuperou a visão, como se quase não percebe que estava a ponto de ter um treco, ou um piti. Pensou novamente no que vira. Foi questão de segundos, como quando temos a impressão de ver alguém e quando olhamos novamente, já não está mais lá. Ignorou e pensou em se acalmar. Focou sua cabeça em seu trabalho.
Em meio à tantos HTML e chaves que ele demorou meses para conseguir entender, teve a impressão de novamente ver aquela maldita frase ao contrário. Decidiu sair caminhar para tomar um ar.
Abriu o portão de sua casa e então o fechou. Ao virar-se em direção à rua, levou um susto gigantesco ao ver dois homens atravessando a rua rapidamente em sua direção. Roupa social e escura. Cada um deles segurando uma maleta e um livro pequeno.
-Olá senhor, gostaria de ouvir a palavra de sued?
-Como disse?
-Gostaria de ouvir a palavra de Deus?
Logo o outro jovem rapaz de roupa social, maleta e livro disse:
-O senhor está bem? Parece um pouco assustado...
-Estou bem obrigado. E não. Não gostaria...
Julio saiu andando deixando os dois religiosos olhando-o enquanto se afastava. Ouviu um grito ensurdecedor e rouco, seguido de uma risada:
-SUED! SUED!
Olhou para trás e não viu mais os dois rapazes.
"Estou ficando idiota da cabeça! Eu preciso parar de pesquisar essas merdas!"
Entrou então em um boteco onde haviam mais ou menos dez homens. O lugar fedia à urina e bebida alcoolica. Um homem gordo, barbudo e robusto apareceu atrás do balcão.
-O que você quer rapaz?
-Um maço de cigarro, por favor.
-Cinco reais, campeão!
-Aqui está...
-Obrigado garoto! Sued!
Julio olhou para trás e encarou o homem. O homem embora parecesse um gigante incrivelmente forte, estava com um sorriso simpático enquanto guardava o dinheiro do caixa. Julio sabia que o tal "sued" fora impressão.

Os dias foram passando e Julio passou a não ter mais a sensação de ouvir coisas que não existiam. Começou novamente a pesquisar algumas coisas para concluir o seu livro.
Julio era um escritor e estava escrevendo o seu primeiro livro. Suas histórias eram contadas de sua maneira através de coisas que ele pesquisava. Estava quase no final.
De noite, Julio ouviu um barulho em sua cozinha e rapidamente foi ver o que era. Uma tampa de panela no chão e sua mãe o encarando assustada.
-Te acordei filho?
-Não... Eu estava acordado, usando a internet...
-Ah... Ju, vai dormir um pouco, você fica madrugando na internet e não dorme nada filho! Mamãe está ficando...
-Tudo bem mãe... Eu já estou indo. Boa noite.
-Boa noite. sued.
Finalmente seu coração parou. Seu corpo paralisou e o tempo parecia ter parado. Não sentia seu corpo, menos ainda sua respiração. Virou-se em direção de sua mãe com um olhar de íra.
-O QUE VOCÊ DISSE? SUED? SUED? PRO INFERNO! PRO INFERNO!
E então correu até seu quarto onde se trancou. Sentou na cama e finalmente voltou a sentir a vida ao seu redor. "Eu estou ficando louco".
Olhou para a tela de seu computador e novamente viu as letras invertidas. Com um salto, Julio se levantou e abriu a janela de seu quarto. Sentiu o vento em seu rosto. Olhou pra rua e viu os dois rapazes parados. Sentiu um desespero gigantesco tomando conta de seu coração. A campainha de sua casa tocou.
Julio correu até a sala de visitas, onde viu sua mãe atendendo os dois rapazes.
-Olá senhora, gostaria de ouvir a palavra de Deus?
-Não, obrigada. -Disse ela com um sorriso simpático- Sou cristã.
-Graças a Deus, senhora. Desculpe o incômodo.
Julio foi até o banheiro para jogar água em seu rosto. Olhou para o espelho e quase na mesma hora o socou, levando os estilhaços ao chão. Vira seu rosto completamente deformado e na parede refletida no espelho, viu a palavra "Deus" escrita com sangue.
Correu de volta ao seu quarto, onde tocava uma música em seu computador. Não pode entender que banda era e qual música tocava. Estava tocando ao contrário...
Julio tentou desligar o seu computador quando notou as palavras em seu monitor, novamente. Anotou-as em um papel e então conseguiu chegar a conclusão do que estava escrito: "Quem procura acha. Acredite".
Encontrou em seu coração o desespero. Saiu de sua casa para caminhar. Julio nunca mais fora visto.
Cinco anos depois, outros dois casos iguais ficaram conhecidos por sites de terror. Inclusive um jogo para computador fora lançado "Quem Procura Acha".
Julio procurou entender o sobrenatural. Mas se esqueceu do velho ditado de sua mãe: "Quem procura... Acha!"

terça-feira, 12 de maio de 2015

A visão de Lesley



Os desastres são, muitas vezes, precedidos por visões, sonhos ou pesadelos que vaticinam o evento. Muitas dessas premonições acontecem durante o sono, porém a incrível visão da sra. Lesley ocorreu na Inglaterra, quando ela estava desperta, e veio pela televisão.
Na manhã do sábado, 12 de junho de 1974, o filme a que ela assistia pela televisão foi interrompido por um boletim especial, anunciando que uma explosão destruíra a Flixborough Nypro, indústria química próxima de sua casa e que produzia materiais usados na fabricação de náilon. Informava ainda o boletim que várias pessoas haviam morrido. Por volta do meio dia daquele mesmo sábado, duas amigas amigos foram visitá-la e ela perguntou se haviam ouvido falar sobre o acidente. Elas não sabiam de nada.

Ambas nem se quer haviam tomado conhecimento do fato. Na verdade, a explosão ocorreu realmente às 16h33m. O número de mortos chegou a 28, com muitos feridos. Quando ouviram a notícia pela televisão, as três mulheres a princípio pensaram que os comentaristas estivessem dando os detalhes de forma incorreta. Mas o jornal do dia seguinte indicou o verdadeiro momento da explosão.
Lesley não tinha explicação para o que sucedera. Talvez tenha caído no sono e sonhado com a transmissão jornalística. Independentemente  do que possa ter havido, o fato é que ela contara a história do evento a duas amigas quase cinco horas antes de ele realmente acontecer.

Alguns dias depois de Lesley ter sido entrevistada em um canal de televisão relatando a sua visão, outras duas pessoas haviam ligado para o número de seu telefone relatando terem ouvido vozes e visto pessoas. As mesmas que haviam morrido no acidente.




segunda-feira, 11 de maio de 2015

Peggy a boneca assombrada





Existem vários casos de objetos considerados amaldiçoados, assim como também vários casos de casas assombradas, igrejas, hospitais abandonados que são assombrados por pacientes, hospícios e muitos outros casos de assombração.
Também existem alguns casos interessantes e raros de armas e jóias que também são amaldiçoados. Normalmente o portador do objeto passa a ter experiências estranhas.
Mas normalmente oque vemos bastante são os casos em que bonecos assombrados são portadores de espíritos malignos que possuem o boneco, normalmente são bonecos antigos e velhos. Desde os tempos antigos, há históricas de brinquedos que se tornam hospedeiros de espíritos ruins. A história mais famosa de bonecos assombrados é a de Annabelle ou do Boneco Robert, que já foram abordados em diversos sites, inclusive adaptados para filmes.


Peggy, a boneca assombrada: Essa boneca seria capaz de provocar dores e náuseas em pessoas que viram suas fotos ou assistiram à algum vídeo da misteriosa boneca. Tais vídeos como filmagens antigas de uma família reunida e uma criança feliz segurando a boneca.
Muitas pessoas acreditam que quando alguns indivíduos experimentam emoções muito intensas, sejam essas emoções boas ou más, às vezes isso resulta em liberação de energias, assim como muitas pessoas acreditam que tudo é envolvido por energia. Quem nunca ouviu falar sobre a Aurea?
Tais energias podem acabar se “agarrando” a objetos pessoas do indivíduo. Muitas pessoas passam a ter um ou vários objetos como parte de seu corpo, rejeitando se livrar do objeto a todo custo.
Essa crença afirma que em casas onde crimes aconteceram, a energia negativa desses eventos podem acabar sendo sentidas por pessoas sensíveis a esses fenômenos. O mesmo aconteceria com objetos supostamente amaldiçoados: eles estariam impregnados de energias negativas.
Especialistas paranormais dizem que proprietários de brinquedos quando morrem, tendem a ter um canal para se conectar com o mundo dos vivos. Em alguns países existe a crença de que fotos são uma boa forma do espírito se manter neste mundo.
Annabelle e Robert são dois exemplos claros de bonecas possuídas, mas há muitos outros ao redor do mundo. E embora ainda exista alguma descrença em relação a este fenômeno sobrenatural, hoje continua a haver casos de bonecas possuídas por espíritos ou entidades, assim como embora exista essa descrença, existem aqueles que se dedicam a pesquisar casos assim.


O caso da boneca Peggy tornou-se muito conhecido no Reino Unido, tendo sido algo de várias reportagens de emissoras de TV, rádios e jornais. Depois que o caso da boneco passou a figurar na mídia, vários relatos começaram a ser enviados a investigadora paranormal que está em posse da boneca. Seriam esses relatos, provas das alegações a respeito do possível caráter paranormal da boneca, ou apenas uma demonstração de histeria coletiva?
Especialistas do mundo todo dizem que muitas vezes algumas pessoas passam a ter atividades paranormais dentro de casa mas acabam ocultando isso por medo de serem acusas de loucura e até mesmo internação, mas quando algum assunto como este começa a repercutir pelo mundo, estas pessoas decidem falar sobre o seu caso. Mas também existem aqueles que insistem em desrespeitar o trabalho de um pesquisador paranormal, inventando mentiras para chamar a atenção e quem sabe atingir uma fama.
A boneca que causa dor e sofrimento a quem veja suas fotos, vídeos ou até mesmo a ela pessoalmente, é muito conhecida.
A investigadora paranormal Jayne Harris, diz que muitas pessoas tem relatado sintomas como dores no peito, náuseas e fortes dores de cabeça, depois de ver fotos e vídeos de uma boneca loira chamada Peggy, que aparentemente é possuída por um espírito maligno.


Jayne Harris é fundadora da organização Haunted Dolls, ou “Bonecas Assombradas”, na Inglaterra e diz que Peggy é realmente possuída por um espírito do mal e esse espírito seria responsável por fazer algumas pessoas terem sensações estranhas quando tem contato com a simples imagem de Peggy.





O ex proprietário da boneca foi obrigado a procurar ajuda de um padre depois de experimentar pesadelos contínuos e terríveis. Mas o sacerdote não podia fazer nada para ajudar imediatamente, e assim o proprietário sofreu uma doença grave. Quando se recuperou de sua doença, ele estava realmente convencido de que Peggy foi a fonte de todos os seus problemas e assim resolveu se livrar dela.
Mais coragem de ter algo assombrado, é a ousadia de tentar se livrar dele!


“Ele acordava em casa a noite com febre e muito nervoso”, disse Jayne.
“Não importa onde ele colocava a boneca em sua casa, os pesadelos continuavam. Em setembro, o anterior proprietário tinha uma doença grave e começou a sofrer alucinações estranhas. Quando se recuperou, ele não viu qualquer outra opção além de se livrar da maldita boneca, porque ele estava convencido de que era o centro de tudo que estava acontecendo”.


Desde que Jayne começou a investigar a boneca assombrada, e principalmente depois que o tema se tornou conhecido, não parou de receber mensagens de muitas pessoas ao redor do mundo que dizem que se sentem afetadas pelo simples fato de olhar para uma magem ou assistindo a um vídeo de Peggy.
*Eu sinceramente estou sentindo uma leve dor de cabeça, mas quero acreditar que é por causa do brilho do computador!
Continuando…
Essas pessoas relatam sentir dores no peito, nauseas e dores de cabeça. Uma mulher disse a Jay que seu monitor do computador acabou travando em uma das imagens da boneca e após isso, ela sentou a presença de alguma coisa em sua sala de estar. Acreditava ser a presença do espírito da boneca.
Segundo alguns sites, uma pessoa teria sofrido um ataque cardíaco depois de assistir a um dos vídeos da boneca. Outra vítima disse que lâmpadas começaram a explodir na casa depois de ver as imagens da boneca…
Posso parar por aqui? Estou sentindo arrepios no corpo e sinceramente… Quero voltar a jogar porque jogo online não me da medo!


Outras pessoas disseram ter percebido que a temperatura do local onde se encontravam enquanto viam as imagens de Peggy, caía dramaticamente e também teve um que GARANTIU sentir a presença de um espírito se movendo no ambiente. O pior é que os eventos estranhos parecem persistir mesmo depois de as imagens serem fechadas.


Segundo relatos de Jayne, a repórter Annabel Fenwick Elliott do Daily Mail, certa vez uma mulher havia entrado em contato com ela para alertar que havia tido inúmeros pesadelos com a boneca durante a noite. Ao acordar na manhã seguinte, a mulher teria encontrado seu gato morto.
DEUS ME LIVRE! EU TENHO TRÊS GATOS E SÃO OS MEUS FILHOS AMADOS!
Se isso acontece comigo eu mato o espírito e fim de papo!!


“Cerca de 80 pessoas tiveram experiências assustadoras depois das fotos ou vídeos de Peggy”, disse Jayne. “Uma mulher disse que quando viu uma fotografia de Peggy, seu computador foi bloqueado na imagem da boneca e seu quarto passou a ter a temperatura fria de repente.”
O que mais me assusta lendo esses relatos, é que eu me lembro perfeitamente de quando eu era mais novo: Eu e meu amigo Carlos Henrique estávamos vendo alguns vídeos e fotos de um site especializado em coisas subliminares e de repente em um vídeo -não lembro sobre o que era porque faz quase seis anos- o computador desligou e ouvimos um grito de uma mulher. Corri para ver se minha mãe tinha caído ou algo do gênero, mas ela estava no sofá da sala vendo TV. Meu computador na época havia queimado, assim como a luz do meu quarto dois dias depois do ocorrido.





Depois de todos esses acontecimentos bizarros, Jayne começou a pesquisar a história de Peggy mais profundamente e -segundo ela- após obter a confirmação de que ela realmente estava possuída, ela e sua equipe descobriram que o espírito que estaria na boneca, reage negativamente a um colar com um crucifixo. A entidade não reagiria muito bem a presença de objetos santos. Quatro psíquicos disseram que sentiram que o espírito maligno era inquieto e frustrado. Mas a surpresa veio depois de outra psíquica dizer que Peggy é possuída pelo espirito de um judeu que morreu no Holocausto Nazista.


Depois de todos esses acontecimentos inexplicáveis, Jayne começou a pesquisar a história de Peggy, após, segundo ela, obter a confirmação de que ela realmente estava possuída. Ela e sua equipe descobriram que o espírito que estaria possuindo a boneca reage negativamente a um colar com um crucifixo. A entidade não reagiria muito bem a presença de palhaços também. Quatro psíquicos disseram que sentiram que o espírito maligno é "inquieto e frustrado". Mas a surpresa veio depois de outra psíquica disse que Peggy é possuída pelo espírito de um judeu que morreu no Holocausto nazista.


Abaixo temos o vídeo em que podemos observar a boneca. Eu sinceramente não vi e não quero ver. Não agora em plena 02:20 da madrugada.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Você está ficando louca

Autor: Joey Spooky Rose

-Você está ficando louca-

Massachussets – 2012

Ela entendeu que havia algo de errado. Ouviu o que parecia ser passos. Ora essa, passos?! Sim! Passos!
Abriu a janela de seu quarto para respirar o ar, que embora gelado dava-lhe a sensação de realidade.
As cortinas brancas esvoaçando com o vento e logo se fechou a janela.
Que frio! –Pensou.
Diana sentia um arrepio na espinha. Sentia-se como se estivesse sendo vigiada. Um som produzido por o que parecia ser ratos ou qualquer outro roedor correndo no telhado.
A chuva caia em pingos fracos lá fora. A rua pouco iluminada, nenhum gato sorrateiro. Nem mesmo um cão perambulando sem rumo. Nem mesmo a ameaça de um veículo a atropelar o cão ou o gato.
Tudo parecia inexistente. Perturbador. Sim, talvez tudo se tornasse perturbador para Diana.
Desceu até a cozinha e abriu o armário branco de madeira delicada, detalhada com dourado em desenhos de flores. Rosas. Ah sim, ela amava rosas.
Pegou um copo e colocou-o na mesa. Abriu a geladeira, que por sua vez iluminou parte da cozinha pouco escura.
-Água, eu preciso de água.
Diana tentava se convencer de que não estava louca. Mas o delírio de sua falta de realidade o atormentara de modo brusco, como uma pancada de pedra em um crânio.
Sentou-se na cadeira e sacou do bolso de sua calça de moletom cinza o seu celular fino e leve. Parecia tão delicado quanto os pratos brancos de porcelana guardados nos armários.
Procurou por uma música leve, que a fizesse viajar um pouco, se tranquilizar sobre tudo aquilo. Elton John, Bennie and the Jets.
-Be-be-be-Bennie and the Jets! –Ela cantava.
Fechou seus olhos e tentou se acalmar. O clarão iluminou a casa escura seguido de um barulho assustador de trovão. O céu caía lá fora.
Levantou-se então, lavou o copo, colocou no escorredor de louças e subiu ao seu quarto onde pegou um maço de cigarros e acendeu um. Sentou em sua cama, olhou para o seu notebook e pensou em entrar na internet. Desistiu quando viu mais um clarão. O barulho rasgando o silêncio daquela noite fria.
-Você não está ficando louca. –Disse a voz sussurrando em seu ouvido.
Diana sabia que estava louca. Totalmente louca. Pirada!
Mesmo de fone de ouvido escutando música, ela ouviu aquela voz rouca sussurrando em seu ouvido.
-Eu estou ficando louca!
-Não. Não está...
Olhou para os lados. O guarda-roupa meio aberto. Esticou sua perna esquerda e o fechou.
-Diana?
Sua mãe a chamara, dando alívio para ela.
Olhou para trás e viu algo inusitado: Sua mãe estava com aquele vestido vermelho e a joia em seu pescoço que ganhara de presente de casamento há oito anos.
-Mamãe? Porque está vestida assim?
Já se passavam das três horas da madrugada.
-Venha. Seu pai e seus irmãos querem você lá em baixo em cinco minutos. Vista a sua melhor roupa, temos visita.
Mesmo achando aquilo muito estranho e anormal, Diana obedeceu a sua mãe. Como sempre, Diana sempre fazia o que sua mãe e pai mandassem.
Abriu a porta do banheiro do seu quarto e então pegou seu estojo de maquiagem. Lápis de olho preto, batom vermelho, pó para o rosto, corretor para esconder as marcas de espinhas de sua idade e em cinco minutos, como sua mãe havia pedido, Diana estava pronta e perfumada.
Respirou fundo e desceu até a sala de visitas.
Diana tinha dois irmãos. Eles estavam sentados olhando para a televisão que chuviscava a imagem. Seus pais estavam sentados ao lado dos filhos.
Há mais ou menos seis anos atrás, Diana havia perdido sua irmã mais velha de vinte anos de idade, vítima de um acidente de carro.
-Pai? Mãe? -Disse Diana observando a cena grotesca.
-Olá querida irmã. -Disse a voz.

VOCÊ ESTÁ FICANDO LOUCA.
-Não. Não estou.