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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Você está ficando louca

Autor: Joey Spooky Rose

-Você está ficando louca-

Massachussets – 2012

Ela entendeu que havia algo de errado. Ouviu o que parecia ser passos. Ora essa, passos?! Sim! Passos!
Abriu a janela de seu quarto para respirar o ar, que embora gelado dava-lhe a sensação de realidade.
As cortinas brancas esvoaçando com o vento e logo se fechou a janela.
Que frio! –Pensou.
Diana sentia um arrepio na espinha. Sentia-se como se estivesse sendo vigiada. Um som produzido por o que parecia ser ratos ou qualquer outro roedor correndo no telhado.
A chuva caia em pingos fracos lá fora. A rua pouco iluminada, nenhum gato sorrateiro. Nem mesmo um cão perambulando sem rumo. Nem mesmo a ameaça de um veículo a atropelar o cão ou o gato.
Tudo parecia inexistente. Perturbador. Sim, talvez tudo se tornasse perturbador para Diana.
Desceu até a cozinha e abriu o armário branco de madeira delicada, detalhada com dourado em desenhos de flores. Rosas. Ah sim, ela amava rosas.
Pegou um copo e colocou-o na mesa. Abriu a geladeira, que por sua vez iluminou parte da cozinha pouco escura.
-Água, eu preciso de água.
Diana tentava se convencer de que não estava louca. Mas o delírio de sua falta de realidade o atormentara de modo brusco, como uma pancada de pedra em um crânio.
Sentou-se na cadeira e sacou do bolso de sua calça de moletom cinza o seu celular fino e leve. Parecia tão delicado quanto os pratos brancos de porcelana guardados nos armários.
Procurou por uma música leve, que a fizesse viajar um pouco, se tranquilizar sobre tudo aquilo. Elton John, Bennie and the Jets.
-Be-be-be-Bennie and the Jets! –Ela cantava.
Fechou seus olhos e tentou se acalmar. O clarão iluminou a casa escura seguido de um barulho assustador de trovão. O céu caía lá fora.
Levantou-se então, lavou o copo, colocou no escorredor de louças e subiu ao seu quarto onde pegou um maço de cigarros e acendeu um. Sentou em sua cama, olhou para o seu notebook e pensou em entrar na internet. Desistiu quando viu mais um clarão. O barulho rasgando o silêncio daquela noite fria.
-Você não está ficando louca. –Disse a voz sussurrando em seu ouvido.
Diana sabia que estava louca. Totalmente louca. Pirada!
Mesmo de fone de ouvido escutando música, ela ouviu aquela voz rouca sussurrando em seu ouvido.
-Eu estou ficando louca!
-Não. Não está...
Olhou para os lados. O guarda-roupa meio aberto. Esticou sua perna esquerda e o fechou.
-Diana?
Sua mãe a chamara, dando alívio para ela.
Olhou para trás e viu algo inusitado: Sua mãe estava com aquele vestido vermelho e a joia em seu pescoço que ganhara de presente de casamento há oito anos.
-Mamãe? Porque está vestida assim?
Já se passavam das três horas da madrugada.
-Venha. Seu pai e seus irmãos querem você lá em baixo em cinco minutos. Vista a sua melhor roupa, temos visita.
Mesmo achando aquilo muito estranho e anormal, Diana obedeceu a sua mãe. Como sempre, Diana sempre fazia o que sua mãe e pai mandassem.
Abriu a porta do banheiro do seu quarto e então pegou seu estojo de maquiagem. Lápis de olho preto, batom vermelho, pó para o rosto, corretor para esconder as marcas de espinhas de sua idade e em cinco minutos, como sua mãe havia pedido, Diana estava pronta e perfumada.
Respirou fundo e desceu até a sala de visitas.
Diana tinha dois irmãos. Eles estavam sentados olhando para a televisão que chuviscava a imagem. Seus pais estavam sentados ao lado dos filhos.
Há mais ou menos seis anos atrás, Diana havia perdido sua irmã mais velha de vinte anos de idade, vítima de um acidente de carro.
-Pai? Mãe? -Disse Diana observando a cena grotesca.
-Olá querida irmã. -Disse a voz.

VOCÊ ESTÁ FICANDO LOUCA.
-Não. Não estou.



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