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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Rede Conectada – Status: Potencialmente desprotegido

Rede Conectada – Status: Potencialmente desprotegido





Capítulo I

Os acontecimentos a seguir ocorrem entre 00h30m

Brasil – Sorocaba-São Paulo – 00h01m


Gregório era um jovem de vinte e dois anos de idade e trabalhava como repositor em um pequeno mercado perto de onde morava. Gosta de ouvir Rock’n Roll clássico, como The Beatles, Led Zeppelin e outras bandas. Às vezes, quando lhe vinha a inspiração, costumava ouvir também blues e jazz, como Robert Johnson, Bob Dylan, Eric Clapton, Jonny Cash e outros.
Gregório era um jovem adorável, sempre tirava boas notas na escola e em dois anos de faculdade levou apenas uma reprova em uma das provas mais difíceis do ano. Nada que não pudesse recuperar: Alguns trabalhos extracurriculares e tudo estará resolvido.
A chuva se formava nos céus da pequena cidade caipira do interior. Cidade de fábricas e empregos duros. Alguns moradores diziam que não era qualquer pessoa que conseguiria morar naquela cidade.
O céu claro logo tomou o tom acinzentado, as nuvens negras anunciavam a grande chuva do dia. Adeus calor! Bem-vinda chuva! Uhul! –Pensavam alguns moradores aliviados pelo fim de mais um dia de calor intenso.

À meia noite em ponto Gregório percebeu algo estranho em seu computador: O relógio avia parado quando apontou meia noite um minuto.
Entendeu que talvez o computador pudesse estar com problema. Resolveu então verificar o seu celular. 00h01m.
Estranho... –Pensou.
Logo o computador avisou sobre o status de rede de internet: Você está conectado à internet.
Eu sei... Eu estou usando o dia todo... –Pensou.
Mais um aviso ocorreu dois minutos depois que os relógios pararam: Status: Potencialmente Desprotegido.
-Mas que merda!
Ligou para o seu amigo que com certeza estava acordado. Seu grande amigo Fernando. Conhecido por suas façanhas nos computadores. Um grande mestre da computação e redes.
-Fernando? É o Gregório, cara! Eae!
-Oi Greg! O que manda?
-Que horas são ae?
-Meia noite e dez, porque cara?
-Meu relógio parou aqui em casa. Meu velho, você poderia me ajudar?
-Claro!
Depois que Greg explicou o que estava acontecendo, Fernando soltou uma gargalhada como se estivesse passando por um filme de terror onde os relógios param e logo as criaturas aparecem. Fantasmas, demônios, seres de outro planeta e outras histórias que Fernando assistia em seriados.
-Cara! Você só pode estar de piada, não é?
-É sério, meu bom...
-Então faz o seguinte, abre o menu iniciar e vai em configuração. Daí então você...
Gregório seguiu todos os passos que seu amigo deu. Não adiantou. Relógio parado.
-Bom... Então é melhor esperar os demônios cara. –Disse Fernando dando risada.
-Amanhã nos falamos na faculdade. Daí quem sabe você venha para cá ver o que poderia estar acontecendo.
-Sim, cara. Combinado.
Uma hora depois de ignorar o problema do relógio parado, Gregório recebeu uma mensagem em seu celular através de um aplicativo de bate-papo. A mensagem dizia: Status: Potencialmente desprotegido.
Em seguida, outra mensagem, um sms. Quatro ruas. Quatro esquinas. Quatro garotos.
Gregório riu. Pensou diretamente em seu amigo Fernando.
Tenho certeza de que ela pegou outro número de celular para me assustar.
Logo Gregório resolveu responder o sms: Quatro garotos e muito blues! Yeh! Yeh baby!
Em seguida, Gregório lembrou do seu bom e velho violão, o qual o ajudou a se tornar um grande músico e compositor. Greg montou uma banda quando tinha dezoito anos e até hoje a banda tocava em alguns bares balados da cidade e região. A banda se chamava B.F.S.,  que significava Blues in the Four Street. Blues em quatro ruas. Nome escolhido pela história que ele e seus amigos tinham com a banda.
Há cinco anos atrás Gregório, Fernando e outros três amigos resolveram ir para uma encruzilhada que ficava em um ponto cego da cidade. Um lugar perto do rio, com muito mato e rua de terra com algumas poucas casas de tijolos sem pintura e com portões velhos que mantinham fechados por cadeados de fácil arrombamento. Mas afinal, quem gostaria de roubar uma casa pequena?
Fizeram um juramento ao diabo. Para eles era mais uma piada, uma brincadeira pois os jovens gostavam de Robert Johnson. Cada um pegou o seu instrumento. Gregório pegou seu violão preto, Fernando o seu violão cor madeira, Jhonatan duas baquetas, Paulo pegou o seu contrabaixo e Pricila levou duas teclas de seu piano. Teclas que haviam quebrado alguns dias antes dela trocar por um piano novo.

Pela encruzilhada eu passei.
Aqui fiquei, aqui cantei.
Pelas ruas escuras eu senti.
E pude ver.
Notei, notei. Aquela mulher linda em forma de anjo.
Asas nos faziam voar.
Voar para a música em nossos corações.
E logo o mundo ouviu nossas canções.
Melodias em nossos violões.
Pela encruzilhada eu passei.
E aqui eu fiquei, aqui eu cantei.

Cinco meses depois dessa brincadeira eles lançaram três músicas na internet. Resolveram publicar três músicas no site da banda para tentar adquirir público. Cinco bares de Rock’n Roll os chamou para tocar, cinco dias depois das três músicas irem ao site.
Fizeram então um ensaio de vinte e três músicas. Cinco meses depois um empresário entrou em contato.
-O som de vocês tem magia. Tem objetivo. Tem talento. Tem dom. Tem amor pela música.
Não é necessário dizer que a banda passou a ter um empresário.

Na casa de Pricila algumas coisas estranhas começaram a acontecer na mesma noite em que os relógios de Gregório pararam. A jovem e linda moça de vinte e cinco anos de idade, passou a ouvir alguns rosnados que vinha do lado de fora da janela de seu quarto. Pricila então levantou-se de seu computador onde estudava e caminhou até a janela de seu quarto. Com suas delicadas e pequenas mãos, ela afastou as cortinas brancas de pano fino e viu do outro lado da rua, cinco cachorros pretos parados encarando a casa da moça.
Sentiu então um frio na espinha, sua nuca e seus braços arrepiaram enquanto ela ligava para polícia.
-Polícia Militar, boa noite. Em que posso ajudar?
-Oi, boa noite. Meu nome é Pricila e tem cinco cachorros na frente da minha casa. Eles estão encarando o meu quarto e rosnando.
-Certo. Cinco cachorros? Eles estão apresentando alguma doença? Consegue ver se estão espumando pela boca?
-Não. Eles estão normais. Mas parecem bem zangados.
-Você os viu na rua alguma vez? Os alimentou ou deu atenção para eles?
-Não senhor. Eu nunca os vi.
-Estaremos enviando uma viatura até o local.
-Obrigada.
-Disponha da polícia militar.
Depois de vinte minutos de espera, enquanto Pricila olhava pela janela da sala de sua casa, ela viu a viatura da polícia virando a rua. Abriu a porta e notou que os cães já não estavam mais ali. Um copo caiu na cozinha de sua casa, fazendo um barulho estrondoso e assustando a jovem moça que estava para cair em lágrimas a qualquer momento.
A viatura parou na frente de sua casa e dois homens grandes saíram caminhando em direção à porta principal da casa.
-Boa noite. –Disse um dos policiais enquanto tirava a boina de sua cabeça.
-Boa noite.
-Pricila? –Perguntou o outro policial com uma prancheta nas mãos.
-A senhorita ligou para nós dizendo que haviam cinco cães de cor preta rosnando e olhando para a casa da senhorita?
-Sim senhor.
-E onde estão?
-Eles... –Pricila pensou- Eles estavam ali, naquela esquina.
-E como você os viu?
-A janela do meu quarto fica de frente para a esquina. Eu ouvi rosnados e fui até a janela para ver.
-Certo. E onde estão eles agora?
-Eu... Eu não sei... Eles estavam ali até vocês virarem a rua...
Os dois policiais se entreolharam como se ela fosse maluca.
-A senhorita usa algum tipo de drogas ou algum remédio controlado?
Ela riu com sarcasmo e irritação.
-Claro que não!
-A senhorita bebeu hoje, Pricila? –Disse o policial com uma lanterna acesa apontada para os olhos da jovem moça assustada.
-Eu não bebo! –Disse ela irritada tentando desviar da luz que acegava.
-Certo. Então a senhorita está dizendo que haviam cinco cães de cor preta rosnando e encarando sua casa. Encarando a janela de seu quarto. Mas ao virarmos a rua em direção a sua casa, eles... Sumiram?
Pricila ficou olhando para os policiais sem saber o que dizer.
-Bom. Encaminharemos o relato para do departamento responsável por animais. Entre em contato se os... Se os cães voltarem.
-Obrigada.
Ao fechar a porta, Pricila caminhou até a cozinha onde varreu os cacos de vidros e em seguida preparou uma xícara de café forte.
Aonde está o meu maço de cigarros? –Pensou enquanto ia ao seu quarto procurar pelo maldito cigarro que a mataria de câncer futuramente.
Depois de achar o seu cigarro e de pegar sua xícara de café, a jovem moça sentou no sofá da sala de estar e ligou a televisão onde assistiu os noticiários. Só se via notícias ruins. Inflação subindo, desastres naturais ao redor do mundo, guerra, prisões, crimes e futebol.

Pegou no sono rapidamente. Mesmo bebendo café forte, ela estava cansada de mais. Tragou o cigarro e o apagou. Colocou sua xícara em cima do criado-mudo e então se ajeitou para dormir.

Continua...

___

Por: Vinícius R.N.M. (Joey Spooky Rose)

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