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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O Lago das Árvores



Era tarde, quase duas horas da madrugada e lá estava Frank com seu gato deitado em seu colo. Ele lia em seu computador, sobre um artigo escrito há pouco tempo.
O artigo era de um jornal de sua cidade, que falava sobre acontecimentos recentes perto de onde morava.
Duas crianças brincavam em um lago, aproximadamente seis horas da tarde, segundo as crianças elas haviam visto uma mulher parada, de cabelos negros e vestido branco. As crianças haviam contado aos pais o que viram e seus pais disseram que a mente processou tudo aquilo e que não era real. Pouco tempo depois as crianças sumiram sem deixar vestígios.
Em poucos meses, relatos vieram aparecendo de todo o canto, crianças e jovens enlouquecendo e sumindo sem mais nem menos.
Frank lendo o artigo começou a sentir arrepios e decidiu ir dormir. Na manhã seguinte, na escola, Frank combinou com mais dois amigos de ir até o lago para ver se essa história era realmente verdadeira. Às oito horas da noite se reuniram em sua casa e caminharam até o lago. 
Não viram nada.

Desacreditados, eles voltaram até a casa de Frank onde iriam dormir.
-Frank? Frank acorda...
Sem perceber Leo, Paula e Frank estavam na presença de algo que eles nunca imaginaram que realmente fosse acontecer.
Frank não acordava e Paula começava a ficar cadê vez mais assustada. Trancados no próprio medo, eles tentavam acreditar que aquilo não era real.
Uma horas da madrugada e Frank finalmente acorda, ao abrir os olhos, seus amigos gritam. Frank estava com os seus olhos brancos e seu sorriso era extremamente assustador.
Sentado na cama, Frank não dizia sequer uma palavra. Frank parecia um boneco, duro, apenas com o sorriso no rosto.
Seus amigos correram cada um para sua casa e esperaram o dia amanhecer para ver se aquele pesadelo acabava.
-Senhorita Clovis, o Frank está?
Paula no dia seguinte ligou para Frank, mas sua mãe havia dito que Frank havia saído de noite com uma moça e que não teria voltado até o momento.
Dois dias depois do desaparecimento de Frank, Clovis chama a polícia e uma grande busca começava. Frank havia sumido.

“A mãe de Frak, dona Clovis, relatou o desaparecimento de seu filho dois dias depois dele ter saído. Ela relatou que uma moça foi até sua casa para sair com seu filho. Clovis não perguntou nada, pensou que a moça poderia ser a namorada de Frank e com medo de constrangê-lo não procurou saber sobre a moça.
Começamos as buscas pelo garoto de 18 anos. Ficamos dois meses à procura dele, até que no terceiro mês o achamos. Ele estava parado, sentado em uma pedra no ‘Lago das Árvores’. Chamamos ele enquanto nos aproximávamos lentamente, mas ele não respondia. Quando chegamos perto, eu o toquei no ombro e chamei seu nome. Ele estava gelado e duro como pedra. Eu e meus homens decidimos ver ele de frente. Um enorme sorriso além do normal havia em seu rosto e seus olhos estavam extremamente arregalados e brancos, tão branco que parecia brilhar no escuro. Às meia noite demos entrada na morte do menino, às meia noite e meia avisamos dona Clovis sobre seu filho. Duas semanas depois, Paula e mais um amigo seu sumiram. Alguns meses depois foram encontrados da mesma maneira, no mesmo local. Paula era a única de pé, mas também estava dura como pedra e sorrindo além do normal. É como se um espírito tivesse os levado e deixado os corpos sorrindo ali, sorrindo como se fosse uma grande piada...
Só de pensar nestes casos eu já me arrepio, relatos nesta cidade sobre uma moça fantasma ocorriam e encontrar os garotos daquela maneira, era assustador. Espero que Deus abençoe esta cidade e que Jesus Cristo tenha piedade destas maldições que aqui reside.”


-Cherife, Gordon.


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